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Equipes buscam sobreviventes após terremotos na Venezuela

Equipes de resgate trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes após tremores de 7,2 e 7,5 a cerca de 160 quilômetros de Caracas; mortes confirmadas chegam a 920

Escombros de prédio que desabou em La Guaira após terremotos 25 de junho de 2026 REUTERS/Gaby Oraa
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  • Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a região a cerca de 160 km a oeste de caracas, aumentando a corrida contra o tempo para resgatar sobreviventes.
  • O governo aponta centenas ainda presas ou desaparecidas; 920 mortes confirmadas e 3.360 feridos, com mais de 50.000 cadastros em um site de relatos de desaparecidos.
  • La Guaira foi a área mais atingida, com pelo menos cem edifícios desabados; moradores relatam falta de equipamentos pesados e assistência adequada.
  • Ajuda internacional começou a chegar, incluindo México (militares de resgate), Colômbia, El Salvador e Espanha; Estados Unidos mobilizam 150 milhões de dólares em auxílio.
  • Equipes utilizam drones, câmeras térmicas e cães farejadores; não há confirmação de sobreviventes até o momento e o governo fala em mobilizar a região para facilitar os resgates.

Venezuela vive momento de busca por sobreviventes após dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram uma região a cerca de 160 km a oeste de Caracas. Equipes de resgate e ajuda internacionais chegaram quase 48 horas depois, sob coordenação local, em meio a desafios logísticos e falhas de infraestrutura.

O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, estimou que centenas de pessoas ainda estariam presas ou desaparecidas, além das 920 mortes confirmadas e 3.360 feridos. Um site criado para registrar desaparecidos já recebia mais de 50.000 cadastros na tarde de sexta-feira, segundo autoridades. O Serviço Geológico dos EUA indicou alto potencial de novas mortes, elevando o risco no duplo desastre.

La Guaira, cidade costeira próxima a Caracas, foi o bairro mais atingido, com pelo menos 100 edifícios desabados, entre eles prédios residenciais de vários andares. Moradores relatam falta de equipamentos pesados e dependência de voluntários para remoção de escombros, enquanto autoridades buscam guindastes e apoio logístico.

Mobilização internacional

Resgates e ajuda de fora começaram a chegar na noite de quinta-feira. Diversos países, incluindo Índia, Suíça e República Dominicana, enviaram equipes e suprimentos. O México despachou 250 militares de resgate, cinco cães e equipamentos especializados. Mais de 60 colombianos chegaram na sexta, junto a quase 180 socorristas salvadorenhos e cerca de 100 da Espanha.

Os EUA anunciaram US$ 150 milhões em ajuda e anunciaram relaxamento de sanções para facilitar o socorro. As Forças Armadas enviaram dois navios, com helicópteros e aeronaves para apoiar as operações de busca e resgate. Em Los Corales, equipes de El Salvador avaliavam ruínas de três prédios de 10 andares com drones, câmeras térmicas e cães farejadores; ainda não havia confirmação de sobreviventes.

O avanço das operações mostra a complexidade de uma resposta humanitária em meio a infraestrutura abalada e a uma população já vulnerável. Voluntários locais e autoridades seguem coordenando a distribuição de alimentos e remédios, enquanto o governo promete ampliar a ajuda estatal e o suporte internacional.

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