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EUA voltam a atacar o Irã 10 dias após cessar-fogo anunciado

Estados Unidos voltam a atacar o Irã, em retaliação ao ataque a navio no Estreito de Hormuz; a escalada expõe fragilidade de acordo de cessar-fogo

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  • O Exército dos EUA realizou ataques contra o Irã na sexta-feira, atingindo locais de armazenamento de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro.
  • A mídia iraniana informou que um projétil atingiu a área ao redor de um píer em Sirik, no sul do Irã, em retaliação a um ataque a um navio no estreito de Hormuz.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizou o Irã pelo bombardeio ao porta-contêineres Ever Lovely e afirmou ter derrubado três drones, mencionando violação do cessar-fogo.
  • A troca de hostilidades evidencia a fragilidade de um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã.
  • A Organização Marítima Internacional informou que foram retirados do estreito, desde terça-feira, 115 navios e 2.500 marinheiros.

O Exército dos EUA informou ter realizado ataques contra alvos no Irã na sexta-feira (26), segundo um comunicado do Comando Central. A ofensiva visou locais de armazenamento de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro.

A mídia iraniana informou que um projétil atingiu a área ao redor de um píer em Sirik, no sul do país. As ações ocorrem como retaliação a um ataque atribuído a Teerã contra um navio comercial no estreito de Hormuz na quinta-feira (25).

O presidente Donald Trump responsabilizou o Irã pelo bombardeio ao navio Ever Lovely, com bandeira de Singapura, e afirmou que outros três drones foram derrubados. Ele disse que houve violação do acordo de cessar-fogo.

Contexto e desdobramentos

A troca de hostilidades revela a fragilidade do acordo preliminar para encerrar a guerra. Duas fontes americanas disseram à Reuters que o Irã havia disparado contra o navio, sob condição de anonimato.

O Irã havia criticado a declaração dos EUA e de seis países do Golfo, descrevendo-a como intervencionista e provocativa. A afirmação tratava de cobranças de pedágios para navios que transitam pelo estreito.

A Organização Marítima Internacional (OMI), ligada à ONU, informou que 115 navios e 2.500 marinheiros foram retirados do estreito desde terça-feira (23).

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