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Parque na capital da Venezuela abriga mais de mil desabrigados por terremotos

Parque del Este, em Caracas, vira abrigo para mais de mil desabrigados após os terremotos, com voluntários distribuindo comida, água e itens de higiene

Parque Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecido como Parque del Este, em Caracas, recebe desabrigados após terremotos
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  • O Parque Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecido como Parque del Este, passou a abrigar desabrigados após os terremotos que atingiram a Venezuela, na noite de quarta-feira, 24, até sexta-feira, 26.
  • Até o meio da sexta-feira, 980 adultos e 200 crianças haviam chegado ao parque, acomodados em colchões, barracas e bancos com doações.
  • Voluntários e organizações religiosas distribuem refeições, água, frutas, roupas e itens para bebês; há atendimento médico voluntário e atenção a cães e gatos de estimação.
  • Moradores relatam danos em residências próximas e aguardam ajuda; alguns afirmam que precisam de abrigo seguro e questionam a resposta das autoridades.
  • Mesmo diante da crise, relatos indicam apoio recebido no parque, incluindo segurança policial e cuidado com as pessoas abrigadas.

O Parque Generalíssimo Francisco de Miranda, conhecido como Parque del Este, deixou de ser espaço de lazer para receber desabrigados após os terremotos que atingiram a Venezuela. Até a manhã desta sexta-feira (26), o abrigo acomodava cerca de 980 adultos e 200 crianças, segundo guarda-parques.

Desabrigados estão distribuídos em colchões, barracas e bancos ao redor de áreas gramadas. Organizações religiosas e voluntários oferecem refeições, água, frutas, roupas, fraldas e atendimento médico feito por profissionais voluntários.

Contexto e atuação no local

Voluntários chegam em horários variados e incluem estudantes de veterinária que atendem cães e gatos dos moradores. As ações visam também levar mensagens de apoio aos residentes, que relatam sentir-se mais seguros com a presença de equipes de apoio no parque.

Caso de famílias

Silvys Díaz chegou ao parque com outros seis familiares na quinta-feira (25). Moradora do San José de Petare, ela descreve desabamentos em morros próximos à casa e compromissos estruturais na residência da sogra. Ela recebe água, alimentação e roupas infantis, e afirma sentir-se segura no abrigo.

Outra moradora, que prefere não se identificar, relata preocupação com a desinformação e a necessidade de ações claras por parte do governo. Ela ocupa o espaço com duas irmãs, uma com deficiência, e aponta que a avaliação estrutural de seus imóveis é essencial para retorno.

História de quem busca apoio

Pedro Bravo chegou ao abrigo acompanhado da esposa e do filho de 11 anos, após o quarto no aluguel ficar comprometido. Ele explica que parte da parede antiga desabou sobre o telhado, destruindo o quarto, e que a família está aguardando ajuda para um abrigo seguro. O relato reforça a sensação de vulnerabilidade entre os que perderam moradia.

Armando Aponte, junto de um filho jovem, também busca manter-se no parque até a conclusão de vistorias estruturais em edifícios próximos. Ele destaca o apoio recebido e aponta que a presença policial contribui para a sensação de segurança no abrigo.

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