- Donald Trump destacou vitórias de candidatos apoiados por Zohran Mamdani em Nova York para apresentar os democratas como “comunistas sem fé” e ameaça ao país.
- O discurso ocorreu na Faith & Freedom Coalition, em Washington, e defendeu a manutenção do controle republicano da Câmara e do Senado nas eleições de meio de mandato.
- Trump disse que o grupo de candidatos de esquerda quer mutilar crianças trans, atacar cristãos e destruir o modo de vida americano tradicional, citando as eleições em Nova York como exemplo.
- O presidente afirmou que comunismo é fácil de vender, mas leva ao colapso, sugerindo que o partido democrata está se tornando comunista, não social-democrata.
- O evento contou com o discurso de Mike Johnson, que criticou a esquerda e afirmou que há “mini-Mamdani” em todo o país disputando cadeiras no Congresso.
Donald Trump abriu uma linha de atuação para as eleições de meio de mandato ao usar o avanço de candidatos apoiados por Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, para acusar os democratas de defender ideias extremas. O objetivo é apresentar um recado aos eleitores conservadores, associando o bloco de centro-direita a uma defesa da “maneira tradicional de viver” no país.
A fala ocorreu durante a edição deste fim de semana da Faith & Freedom Coalition, em Washington, no Hotel Washington Hilton. O pronunciamento de Trump foi feito na conferência Road to Majority, voltada à base religiosa, e ocorreu após ele retornar ao local pela primeira vez desde um ataque com arma de fogo, em abril, durante a cobertura do jantar de Correspondentes da Casa Branca.
O presidente afirmou que o resultado das primárias de Nova York, realizadas na terça-feira anterior, mostra representantes de esquerda eleitos com apoio de Mamdani. Segundo Trump, esses nomes sinalizariam uma ruptura com valores tradicionais e abririam caminho para políticas percebidas como contrárias à fé e às instituições religiosas.
Na mensagem aos conservadores, Trump descreveu os democratas como aliados de uma agenda comunista, sem fornecer evidências diretas para sustentar as acusações. Ele também manteve o tom eleitoral ao defender a manutenção do controle do Congresso e da maioria na Câmara e no Senado por parte dos republicanos.
Entre os temas reiterados, o discurso citou supostos riscos à liberdade religiosa, ataques a comunidades cristãs e a ideia de que a esquerda radical estaria promovendo mudanças na educação e na estrutura familiar. O tom foi de alerta sobre o que ele chamou de ameaça à vida, à fé e às instituições nacionais.
Além de Trump, outros políticos presentes, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, destacaram o “risco” representado pela esquerda. Johnson mencionou a presença de candidatos considerados radicais no pleito de novembro, reforçando a defesa de uma resposta firme ao que chamou de insurgência de esquerda.
Durante o evento, o líder republicano também comentou questões de política externa, incluindo a guerra no Irã, e ressaltou temas de segurança interna, críticas a decisões da Administração e a necessidade de apoio contínuo à base conservadora para o próximo ciclo eleitoral.
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