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Brasileira descreve 40 segundos de pânico após terremotos

Brasileira em Caracas relata dois tremores em menos de um minuto, causando pânico e evacuação; mobilização de voluntários e apoio internacional se intensificam

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  • Dois tremores sucessivos sacudiram a região em menos de um minuto, sendo o primeiro na quarta-feira, 24, surpreendendo Mônica Gentil e o marido enquanto faziam planos para assistir a um jogo do Brasil.
  • Mônica mora em Baruta, a cerca de quarenta minutos de La Guaira, região mais atingida pelos abalos; Caracas ficou em um vale a 900 metros do mar e sofreu impacto mais brando.
  • O município vizinho de Chacao registrou o desabamento de quatro edifícios.
  • População local se mobilizou rapidamente: jovens criaram um aplicativo para localizar desaparecidos e listas de vítimas eram atualizadas nas redes sociais; voluntários orientavam famílias nos hospitais.
  • Mônica vive há 33 anos na Venezuela e vê o futuro com incerteza, dizendo que é um dia de cada vez, enquanto observa apoio internacional chegar ao país.

Foram 40 segundos de pânico vividos por uma brasileira que mora em Caracas, na Venezuela, durante os terremotos que atingiram o país. A ocupante de Baruta descreveu dois abalos sucessivos que sacudiram a residência em menos de um minuto, conforme relato à CNN Brasil.

A moradora, que vive a cerca de 40 minutos de La Guaira, relatou que Caracas fica em um vale a 900 metros do mar, e que a região foi atingida de forma mais branda, enquanto Chacao, município vizinho, teve quatro edifícios desabados.

Dois tremores em sequência

O primeiro abalo pegou o casal desprevenido na quarta-feira, feriado, quando se preparavam para acompanhar um jogo do Brasil. Prateleiras despencaram e objetos se quebraram.

Ao crer que o tremor diminuía, ocorreu um segundo abalo imediatamente, aumentando o pânico. Eles ajudaram vizinhos a evacuar o prédio e deixaram o local por cerca de duas horas.

Com internet disponível durante todo o episódio, a moradora acompanhou as informações sobre os danos, incluindo os edifícios desabados em Chacao.

Ela lembrou que, em 1967, a região foi atingida por um terremoto similar e citou a esperança de que grandes abalos ocorram com menor frequência no futuro.

Solidariedade e organização popular

A tragédia provocou mobilização espontânea na população venezuelana. Jovens criaram um aplicativo para localizar desaparecidos, com listas de vítimas atualizadas nas redes sociais.

Voluntários a postos nos hospitais orientavam famílias sobre informações de parentes, enquanto a comunidade destacava o espírito de unidade local.

No dia seguinte, a brasileira e outras pessoas passaram a cozinhar e distribuir refeições para médicos, acompanhando a chegada de apoio internacional aos esforços de busca.

Questionada sobre o futuro, a moradora ressaltou que vive há 33 anos na Venezuela, com família e empresa locais, e afirmou que prefere um dia de cada vez diante da situação.

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