- O líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou o acordo assinado entre Israel e Líbano em Washington na sexta-feira, 26, questionando sua eficácia.
- O acordo vincula a retirada de Israel do Líbano ao desarmamento do Hezbollah, ponto que o grupo rejeita.
- A assinatura ocorreu sem a participação do Hezbollah; acordos anteriores de cessar-fogo entre os dois países não foram implementados.
- No sábado, Qassem afirmou que o Hezbollah continuará lutando até a saída de Israel, e apoiadores realizaram protestos em Beirute.
- Mesmo com o acordo, houve ataque de drone israelense perto da cidade de Nabatiyeh; também foram libertados três trabalhadores libaneses e três sírios capturados perto de Ain Arab.
O Hezbollah rejeitou o acordo firmado entre Israel e o Líbano para encerrar meses de conflito entre o grupo e o Estado hebraico. O documento, assinado em Washington na última sexta-feira, vincula a retirada de Israel ao desarmamento do Hezbollah, o que o grupo contesta.
Naim Qassem, líder do Hezbollah, criticou o pacto neste sábado, afirmando que o grupo continuará a agir até que Israel se retire do Líbano. A declaração ocorreu após apoiadores do Hezbollah promoverem manifestações em Beirute.
Detalhes do acordo
A minuta, divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA, prevê retirada israelense do Líbano, condicionando o movimento ao desarmamento do Hezbollah. O texto também estabelece zonas piloto iniciais para a retirada, cuja localização não foi divulgada, com o exército libanês assumindo gradualmente a segurança nessas áreas.
Antes, houve relatos de um ataque de drone israelense próximo a Nabatiyeh, no sul do Líbano. Além disso, o Exército de Israel informou a libertação de três trabalhadores libaneses e três sírios capturados perto de Ain Arab, na sexta-feira.
Contexto e próximos passos
O acordo reúne Israel e Líbano com o objetivo de encerrar o estado de guerra existente desde a criação de Israel em 1948. A implementação depende do desarmamento do Hezbollah, conforme o texto. Governações locais e forças de segurança envolvem a transição para supervisão gradual.
Entre na conversa da comunidade