- Obama disse que Trump tem obsessão com ele e que “eu tenho um quarto, uma suíte, na cabeça dele”.
- Ele afirmou que, frente a frente, Trump não falaria daquela forma e que o uso do celular facilita falas fora da cara a cara.
- Os dois foram vistos sorrindo e conversando no funeral de Jimmy Carter, a última vez em público.
- Obama disse que, quando presidente, precisava manter o foco no povo americano e não ficar preocupado com antecessores ou redes sociais.
- Na cúpula do G7, Trump mencionou Obama diversas vezes ao apresentar o acordo com o Irã e criticou o acordo de 2015, o JCPOA.
Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, afirma acreditar que Donald Trump mantém uma obsessão com ele. Em entrevista, ele disse que o republicano sabe muito bem que não deveria insultá-lo cara a cara. A declaração foi feita durante participação no podcast All The Smoke, com Matt Barnes e Stephen Jackson.
Segundo Obama, há uma espécie de sala na cabeça do ex-presidente para imaginar situações com ele. Ele destacou que o filtro do telefone pode levar pessoas a falas que não falariam pessoalmente. O objetivo é manter o tom diante de ataques do adversário.
Os dois líderes foram vistos pela última vez em público no funeral de Jimmy Carter, onde permaneceram próximos e conversaram, em tom cordial. Obama ressaltou que, durante o governo, precisou priorizar o trabalho e o atendimento ao povo, deixando de lado preocupações com adversários.
O ex-presidente também comentou que não acompanha excessivamente redes sociais e televisão, meios que, segundo ele, costumam ser usados para ataques políticos. Em sua visão, ficar obcecado com antecessores não condiz com a prioridade de conduzir o país.
As críticas a Obama ocorrem em um contexto em que Trump intensifica ataques durante eventos internacionais. Na cúpula do G7 na França, Trump mencionou Obama várias vezes ao defender acordos sobre o Irã, destacando a comparação com o que foi negociado em 2015.
Nesse ciclo, o discurso de Trump incluiu referências ao JCPOA e críticas ao acordo nuclear com Teerã, diante de investidas para apresentar propostas como superiores às de administrações anteriores. A troca de mensagens sobre o tema segue sob observação de aliados e analistas.
A resposta oficial sobre as falas de Obama veio por meio da Casa Branca. A porta-voz mencionou o acordo nuclear da era Obama, apontando-o como parte de um passado controverso na diplomacia internacional. Em nenhum momento foram apresentadas declarações adicionais de autoridades norte-americanas.
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