- Manifestantes anti-imigração na África do Sul exigem que estrangeiros sem documentação deixem o país até terça-feira, 30 de junho; milhares estão retornando aos seus países ou buscando refúgio em acampamentos, enquanto o grupo organizador, March and March, afirma que o movimento é pacífico.
- Os convocantes dizem que imigrantes ilegais tiram empregos, sobrecarregam serviços públicos e ajudam a aumentar a criminalidade, citando filas em hospitais, competição por vagas em escolas e venda de drogas.
- Três pesquisas feitas no ano passado mostram crescimento do sentimento anti-imigração: Afrobarometer aponta que sete em cada dez veem negativo o impacto econômico; 85% defendem reduzir ou barrar refugiados; Ipsos registra baixa confiança em imigrantes; Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas aponta maior hostilidade.
- Em 2023, havia 3,1 milhões de imigrantes na África do Sul, cerca de 4,1% da população, índice abaixo de padrões internacionais; defensores de imigração dizem que números reais são inflados por imigrantes sem documentação.
- Alegações de maior criminalidade são contestadas: polícia não divulga nacionalidade de condenados; dados de 2017 indicam 6% da população carcerária era de estrangeiros, com a maioria crimes relacionados a imigração, segundo especialistas.
Milhares de africanos de outros países estão deixando a África do Sul ou buscando refúgio em acampamentos, com medo de ataques durante protestos anti-imigração marcados para terminar na terça-feira (30). O movimento, organizado pelo grupo March and March, afirma ser pacífico, apesar das tensões.
Os manifestantes pedem a saída de estrangeiros sem documentação, alegando impacto negativo na economia e no serviço público. A mobilização ocorre em meio a acusações de que imigrantes ilegais competem por empregos e por vagas em serviços públicos, segundo relatos de organizações nacionais.
Por que protestam? Grupos anti-imigração afirmam que a presença de estrangeiros reduz oportunidades para sul-africanos. A justificativa envolve vagas de trabalho, filas em hospitais e acesso a escolas públicas, além de ações associadas ao tráfico de drogas e criminalidade, conforme as declarações de líderes do movimento.
Estudos recentes apontam um aumento do sentimento anti-imigração no país. Pesquisas comparam atitudes em relação aos imigrantes com dados de 2023, 2021 e anos anteriores, revelando maior desconfiança e apelos por controle de fronteiras.
Segundo levantamentos, a imigração é vista por muitos sul-africanos como um desafio econômico. Pesquisas indicam que boa parte da população acredita que a entrada de refugiados deve ser limitada ou bloqueada, alimentando o debate público sobre políticas migratórias.
A comparação de números oficiais mostra que, em 2023, a África do Sul tinha cerca de 3,1 milhões de imigrantes, correspondendo a 4,1% da população. Esse patamar é menor que padrões internacionais, como 17% no Reino Unido ou 30% na Austrália, segundo dados da ONU em 2024.
Defensores da migração destacam que estatísticas oficiais, incluindo dados de censo, podem subestimar fluxos informais. Especialistas ressaltam que a interpretação dos números deve considerar imigrantes sem documentação, cuja contabilidade é desafiadora.
Sobre criminalidade, números oficiais não registram a nacionalidade de condenados. Dados de prisões de 2017 indicam que estrangeiros representavam parte da população carcerária, com sublinhada a detenção por entrada irregular.
Estudos sobre impacto econômico indicam que cada imigrante empregado tende a gerar dois empregos adicionais para sul-africanos, estimulando consumo e serviços locais. Especialistas destacam efeitos indiretos positivos associados à atividade econômica gerada.
No âmbito de serviços públicos, defensores da migração argumentam que imigrantes sem documentação costumam evitar hospitais e escolas, por medo de identificação. Economistas apontam que falhas de governança, não da imigração, explicam parte da crise de serviços.
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