- Equipes de socorro na Venezuela transformaram parte do resgate em momento de celebração, usando energia coletiva para acalmar sobreviventes sob os escombros.
- Os socorristas cantaram uma versão de El Burrito Sabanero como recurso emocional durante as remoções.
- Dois dias após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5, os gritos de socorro ainda eram ouvidos em La Guaira, a cerca de 40 quilômetros de Caracas.
- A ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos, while uma plataforma online registra 52 mil desaparecidos.
- O Brasil enviou um KC-390 com 12 toneladas de equipamento e equipes, e La Guaira foi militarizada para controlar entradas, saídas e saques.
Os socorristas da Venezuela celebraram o resgate de sobreviventes após os terremotos ocorridos na última quarta-feira, 24 de junho. O clima de contenção do pânico ganhou tom de comemoração durante a retirada de pessoas dos escombros. A atuação conjunta manteve o foco na segurança dos sobreviventes.
Para evitar o pânico e manter os acampados conscientes, equipes de resgate interagiram com foco no alívio psicológico. O esforço contou com a energia coletiva dos profissionais e o uso de mensagens contínuas para acalmar quem estava soterrado.
As equipes cantaram uma versão de El Burrito Sabanero, canção natalina emblemática da Venezuela, adaptada para oferecer apoio emocional durante o desastre. A prática acompanha a prioridade de manter o estado mental dos resgatados estável.
Desaparecidos e impactos
Dois dias após os abalos, os gritos de socorro ainda eram ouvidos em La Guaira, a 40 km de Caracas. A catástrofe recebeu a comparação histórica por parte de autoridades e organizações internacionais. Tom Fletcher, da ONU, disse que o número de desaparecidos pode chegar a 50 mil.
Uma plataforma online consolidou informações sobre os abalos de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorridos às 18h04 no horário local de quarta-feira. A contagem de desaparecidos na página chegou a 52 mil.
Socorristas de diversos países chegaram a Caracas para apoiar as operações. O Brasil enviou um avião KC-390 carregando 12 toneladas de equipamento, bombeiros, equipes da Defesa Civil e técnicos em telecomunicações.
As autoridades decidiram militarizar La Guaira, região fortemente afetada com muitos prédios reduzidos a pó. Controles de entrada e saída passaram a ser exercidos pelas forças de segurança diante de saques e riscos à ordem pública.
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