- Trump publicou, via Truth Social, que o Irã poderia deixar de existir se não cumprir acordos, sinalizando possibilidade de concluir militarmente o que começou em fevereiro.
- A Força Aérea dos Estados Unidos realizou novos bombardeios no Irã, mirados em infraestruturas de vigilância, comunicações, defesa aérea, depósitos de drones e radares costeiros, em retaliação a um suposto ataque a um petroleiro no Estreito de Ormuz.
- O Irã qualificou os ataques de violação do cessar-fogo e disse ter retaliado; os Guardiões da Revolução atacaram posições americanas na região.
- O Estreito de Ormuz permanece ativo para tráfego de navios, apesar dos ataques, com relatos de explosões em Sirik e Qeshm e de um petroleiro atingido por projétil não identificado.
- As negociações para um acordo definitivo, que devem ocorrer ao longo de sessenta dias, seguem em curso, com cobranças de cumprimento do protocolo do cessar-fogo por parte de ambos os lados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a existência do Irã em uma publicação na Truth Social neste sábado, 28. Ele comentou o ataque americano contra alvos iranianos e afirmou que os EUA podem ser obrigados a concluir militarmente o que começou há quase quatro meses. O recuo de Washington continua gerando tensão no Oriente Médio.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que as ofensivas de hoje mirararam infraestruturas de vigilância militar, sistemas de comunicação, defesas aéreas, depósitos de drones e meios de posicionamento de minas no Irã. As ações foram respondidas ao ataque de um drone iraniano a um petroleiro panamenho no Estreito de Ormuz.
Segundo relatos iranianos, houve explosões em Sirik e Qeshm, no sul do Irã. As autoridades ressaltaram que o tráfego de navios comerciais segue no Estreito de Ormuz, mesmo com a escalada. O episódio ocorre durante 60 dias de negociações para um acordo definitivo na região.
O Irã classificou os ataques como violação do protocolo de cessar-fogo e da Carta das Nações Unidas. O país assegurou que responderá de forma proporcional caso a agressão se repita, e acusou Washington de violar o acordo vigente desde julho.
O Bahrein informou receber ataques de drones iranianos e acusou Teerã de prejudicar as tentativas de paz no Golfo. Em resposta, as Forças Guardiãs da Revolução Islâmica anunciaram ações contra alvos norte-americanos na região.
Um petroleiro, com bandeira panamenha, foi atingido por um projétil não identificado no Estreito de Ormuz. A tripulação permanece segura, segundo a UKMTO, que monitorou o incidente. Autoridades britânicas reiteraram a importância estratégica do estreito.
O vice-presidente americano, JD Vance, afirmou via X que o Irã assinou e respeita o cessar-fogo, alertando que divergências devem ser resolvidas por diálogo. Em contrapartida, Trump classificou o ataque ao navio mercante como uma violação estúpida do acordo.
A tensão entre EUA e Irã persiste mesmo com tentativas de manter aberta a passagem pelo Estreito de Ormuz, vital para o comércio mundial de petróleo e gás. A situação marca mais um episódio na Complexa relação entre as duas nações.
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