- Uruguai, em parceria com a ONU Turismo, foi escolhido para liderar um projeto-piloto de formação em turismo regenerativo para países do Mercosul, com ferramentas, capacitação de profissionais e metodologias para gerar impactos positivos.
- O objetivo é fortalecer capacidades técnicas, gerar conhecimento aplicado e criar modelos turísticos que beneficiem comunidades locais, governos, universidades, empresas e organizações do setor.
- O turismo regenerativo busca não apenas evitar danos, mas gerar impactos positivos duradouros ao território, fortalecendo ecossistemas, tradições culturais e economias locais.
- O projeto tem fases distintas: primeiro, formação e sensibilização de atores estratégicos do ecossistema turístico (com ações virtuais regionais); depois, seis oficinas presenciais em diferentes regiões do Uruguai, para adaptar conceitos à realidade local, seguidas de avaliação de resultados.
- Embora o piloto seja uruguaio, o desenho é regional, com participação de outros países do Mercosul, incluindo o Brasil, e com materiais e aprendizados que poderão ser replicados em destinos sul-americanos.
O Uruguai vai liderar um projeto-piloto de turismo regenerativo voltado aos países do Mercosul, em parceria com a ONU Turismo. A iniciativa visa criar ferramentas, capacitar profissionais e desenvolver metodologias para transformar o turismo em um agente de melhoria territorial.
A ação foi anunciada pelo Ministério do Turismo do Uruguai e pela ONU Turismo. O objetivo é fortalecer capacidades técnicas, gerar conhecimento aplicado e estimular modelos turísticos que beneficiem comunidades locais, governos, universidades e empresas do setor.
O que é turismo regenerativo
O conceito, ainda recente no setor, busca produzir impactos positivos duradouros para territórios, comunidades e meio ambiente, indo além da simples sustentabilidade. O modelo envolve colaboração entre visitantes, empresas, governos e gestores públicos.
Para o diretor nacional de Turismo do Uruguai, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica para posicionar o país como destino diferenciado, alinhado às tendências globais de consumo responsável.
Fases do projeto e implementação
A primeira fase prioriza formação e sensibilização de atores-chave do ecossistema turístico, com participação de público, academia e associações empresariais. Será realizada uma formação virtual com alcance regional entre os países do Mercosul.
Em seguida, o projeto avança para uma fase territorial com seis oficinas presenciais em diferentes regiões do Uruguai. Os encontros adaptarão o conceito às especificidades locais e incentivarão soluções colaborativas.
A partir da avaliação de resultados, serão identificados territórios com maior potencial de desenvolvimento e os próximos passos para ampliar a implementação do modelo.
Conexões regionais e efeitos para o Brasil
O Uruguai atua como laboratório inicial, com articulação da ONU Turismo para as Américas, com sede no Rio de Janeiro, e participação na Reunião Especializada em Turismo do Mercosul. Parte da formação ocorrerá em âmbito regional, permitindo a participação de representantes de diferentes países.
Os materiais e aprendizados gerados devem ficar disponíveis para usos futuros em outros destinos da região. O Brasil aparece entre os principais beneficiados pela troca de conhecimento, dadas as múltiplas regiões com potencial turístico.
Visão final
Com o lançamento, o Uruguai afirma compromisso com um turismo que combine valor econômico, social e ambiental, buscando transformar a atividade em ferramenta de melhoria para destinos, residentes e visitantes.
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