- O Estreito de Ormuz, que leva cerca de uma quinta parte do petróleo mundial, enfrenta vaivém de aberturas e fechamentos desde o fim de fevereiro, segundo Pedro Rodrigues, do Centro Brasileiro de Infraestrutura.
- O preço do Brent subiu de US$ 74 para US$ 126 no auge da crise, enquanto o petróleo de Dubai atingiu recorde histórico de US$ 166.
- Em abril houve queda de 11% após anúncio de cessar-fogo, mas o estreito foi reaberto no dia seguinte; o movimento de abertura e fechamento aconteceu pelo menos quatro vezes.
- Em junho, dias após EUA e Irã assinarem memorando, o governo iraniano anunciou novo bloqueio, alegando violações.
- Mesmo com recuo do Brent para US$ 78, as rotas não foram totalmente retomadas: seguro de guerra continua alto, mais de 500 navios aguardam para deixar o Golfo e a limpeza de minas deve levar semanas.
Infra em 1 Minuto analisa vaivém no Estreito de Ormuz e o impacto no petróleo. Pedro Rodrigues, sócio do CBIE, explica as consequências da instabilidade na rota e os riscos para a oferta global. O episódio é produzido pelo Poder360 em parceria com o CBIE.
O estreito de Ormuz é passagem de cerca de 20% da demanda mundial de petróleo, segundo o estudo citado. A crise envolve sucessivos fechamentos da rota desde o final de fevereiro, com impactos diretos nos preços internacionais.
No período mais agudo, o Brent chegou a US$ 126 o barril e o petróleo de Dubai atingiu recorde de US$ 166. Em abril houve queda de 11%, seguida de nova interrupção no dia seguinte, conforme o analista.
O especialista aponta que o principal desafio não é apenas o choque inicial, mas o vaivém constante da rota. A cada fechamento, o mercado reage com volatilidade e incerteza.
Desdobramentos recentes
Em junho, após o memorando de entendimento entre EUA e Irã, o governo iraniano anunciou novo bloqueio, alegando violações. O Brent recuou para a casa dos US$ 78, ainda sem normalização prática.
As grandes armadoras não retomaram plenamente as rotas, e o custo do seguro permanece elevado. Existem mais de 500 navios parados no Golfo, enquanto a limpeza de minas deve levar semanas.
Para o CBIE, o mercado já precificou o melhor cenário possível, mas permanece o risco de nova ruptura em até 60 dias de negociação. A reabertura pode ocorrer apenas de forma gradual, com reconstrução de confiança.
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