- A Venezuela informou que chegaram 1.600 integrados de equipes de resgate estrangeiras para ajudar nas buscas após os terremotos que deixaram ao menos 920 mortos.
- Delcy Rodríguez disse que 14 mil militares e policiais atuam em La Guaira e que mais 25 voos devem chegar nas próximas 24 horas.
- O Brasil vai enviar a terceira aeronave com kits de medicamentos e o módulo complementar para instalação de hospital de campanha; ao todo, serão cinco kits de calamidade com 111,8 mil medicamentos e insumos.
- Especialistas destacam que as primeiras 48 a 72 horas são cruciais para resgates, e o acesso a alimentos e água pode ampliar esse período.
- A energia continua interrompida em partes da região afetada, com 60% do fornecimento já retomado; a ONU estima danos de até US$ 6,7 bilhões e até 10 mil mortes potenciais.
A Venezuela anunciou neste sábado que 1.600 integrantes de equipes de resgate internacionais já chegaram para ajudar nas buscas por sobreviventes dos dois terremotos que deixaram ao menos 920 mortos. O anúncio ocorreu com o país sob restrições de acesso na região afetada.
Equipes de resgate trabalham em La Guaira, próximo a Caracas, onde pelo menos 100 edifícios foram danificados ou destruídos. Moradores reclamam de falta de equipamentos pesados e da atuação limitada de autoridades locais.
O regime informou que 17 voos transportaram os 1.600 profissionais de resgate e que mais 25 voos devem chegar nas próximas 24 horas. Segundo autoridades, militares e policiais somam 14 mil na região para controle sanitário e segurança.
Delcy Rodríguez, alta funcionária do governo, afirmou que mais 10 países devem integrar os trabalhos, com foco na área mais atingida. Ela destacou ainda a presença de 60% da rede elétrica restabelecida em algumas áreas.
O governo brasileiro confirmou o envio de uma terceira aeronave com kits de medicamentos e um hospital de campanha, somando cinco kits de calamidade e 111,8 mil insumos. A atuação brasileira integra ajuda regional.
As operações seguem buscando locais seguros entre escombros em La Guaira e Caracas. Mesmo com a entrada de ajuda, equipes civis continuam a percorrer ruas com escavação manual para localizar desaparecidos.
No epicentro da tragédia, autoridades enfrentam interrupções de energia e dificuldades logísticas. O fornecimento elétrico permanece instável em Morón e foi parcialmente retomado em outras cidades da região.
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