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Escritório britânico de vítimas de Mariana enfrenta ações trabalhistas

Escritório londrino de vítimas de Mariana enfrenta ações trabalhistas no Brasil; centros de atendimento fechados deixam funcionários sem salários e rescisões

Área atingida pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG) em 2015
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  • O escritório Pogust Goodhead, de Londres, enfrenta ao menos 11 ações judiciais no Brasil, a maior parte de caráter trabalhista, abertas em junho de 2026.
  • A Pogo, empresa que intermediava vínculos entre vítimas e Pogust Goodhead, moveu ações no Brasil reivindicando uso do nome e pagamento por serviços; também aponta irregularidades em contratos com vítimas.
  • Há sete ações trabalhistas contra a Pogo e o Pogust Goodhead; 50 funcionários de centros de atendimento em Governador Valadares, Mariana e cidades no Espírito Santo ficaram sem salário e sem rescisão desde maio, levando às ações na Justiça do Trabalho.
  • O Pogust Goodhead anunciou, em maio, captação de US$ 85 milhões (com meta total de US$ 150 milhões) junto à Gramercy; até o momento não houve resposta oficial sobre as ações no Brasil.
  • O Ministério Público, em parceria com outras partes, moveu ação civil pública em maio de 2025 contra o Pogust Goodhead por cláusulas ilegais em contratos com vítimas de Mariana e por publicidade abusiva; a Justiça Federal determinou que a firma publique esclarecimentos, sob pena de multa diária, e incluiu BHP e Vale como assistentes na ação.

O escritório Pogust Goodhead, sediado em Londres, enfrenta ao menos 11 ações judiciais no Brasil, a maioria trabalhista iniciada em junho de 2026. A firma atua em um processo no Reino Unido que envolve 640 mil vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, buscando indenizações da mineradora BHP.

O caso envolve também a Pogo, empresa que intermediava no Brasil a relação entre as vítimas e o Pogust Goodhead. O fundador e ex-CEO Tom Goodhead deixou o cargo em agosto de 2025. A disputa brasileira envolve a marca Pogust Goodhead e a atuação de intermediação de pagamentos.

Funcionários que atendiam clientes de Minas Gerais e Espírito Santo ficaram sem salários e sem rescisão. Em maio começaram a ações na Justiça do Trabalho. A Pogo mantém centros de atendimento em Governador Valadares, Mariana, Colatina, Linhares e São Mateus, que estão fechados desde maio.

Organização e ações legais

A Pogo alega deter o direito de uso da marca Pogust Goodhead no Brasil até 2034. Reivindica indenização contra o escritório britânico, que passou a emitir comunicados para as vítimas de Mariana. Também sustenta que houve falha no repasse de pagamentos pelas atividades de intermediação.

Pagamentos pendentes e impactos aos trabalhadores

Segundo as ações de maio de 2026, o Pogust Goodhead deixou de realizar pagamentos para sustentar as atividades de intermediação com as vítimas. A Pogo afirma precisar do dinheiro para quitar salários e rescisões dos 50 funcionários.

Ação do Ministério Público e decisões da Justiça

Em maio de 2025, o Ministério Público e outras partes ajuizaram ação civil pública por cláusulas ilegais em contratos com as vítimas e por publicidade abusiva. A Justiça Federal determinou, em 25 de maio de 2026, que o Pogust Goodhead deve publicar esclarecimento sobre a publicidade; caso não cumpra, haverá multa diária de R$ 50 mil. Também houve inclusão de BHP e Vale como assistentes na ação.

Contexto do caso Mariana

A barragem de Fundão era de Samarco, controlada pela BHP e pela Vale. Em Londres, em 2025, a BHP foi responsabilizada pelo rompimento em julgamento ainda em andamento. Em 18 de maio de 2026, Samarco reabriu o PID, com adesões até 1º de julho de 2026; até 26 de junho, 8.400 vítimas tinham aderido nesta nova fase. Nas fases anteriores, 350 mil pessoas e entidades participaram.

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