- EUA e Irã concordaram em interromper ataques no Estreito de Ormuz e permitir a livre circulação de embarcações, segundo uma autoridade americana.
- O Irã ainda não confirmou o acordo, e as discussões técnicas sobre o memorando de entendimento devem ocorrer, conforme a fonte britânica citada.
- Segundo a reportagem, as partes vão se reunir em Doha, no Catar, na terça-feira, 30 de junho, para novas discussões.
- Os ataques recentes colocaram em risco o cessar-fogo entre os dois países, vigente desde 7 de abril e reforçado por um acordo de 14 itens em 17 de junho.
- No fim de semana, os EUA disseram ter atacado alvos no Irã na região, em resposta a suposta agressão iraniana; o Irã, por sua vez, havia atacado estruturas militares no Kuwait e no Bahrein em retaliação.
Os EUA e o Irã concordaram em suspender ataques no Estreito de Ormuz e permitir a livre circulação de embarcações na região, segundo uma autoridade americana que falou sob condição de anonimato ao The New York Times. A informação aponta para um acordo verbal entre as partes sobre a pausa de hostilidades.
Ainda segundo a mesma fonte, discussões técnicas devem ocorrer sobre o memorando de entendimento que embasa o cessar-fogo. Não há confirmação oficial iraniana sobre o acordo, nem detalhes sobre data e local das próximas conversas.
As informações indicam que o entendimento pode ser revisado em conversas futuras. O cessar-fogo entre EUA e Irã, firmado em 7 de abril e reforçado por um acordo de 14 pontos em 17 de junho, enfrenta recentes violações e pressões militares na região do Estreito de Ormuz.
Desdobramentos
O governo dos EUA realizou novos ataques contra alvos do Irã na noite de 27 de junho, segundo o Comando Central (Centcom). A operação, justificada como resposta a agressões iranianas, atingiu infraestrutura de vigilância, sistemas de comunicação, defesas aéreas, depósitos de drones e minas.
O Irã teria respondido a ataques dos EUA na quinta-feira, 25 de junho, com ações que teriam quebrado o cessar-fogo. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou ataques a estruturas militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, como retaliação. O foco permanece no estreito e na necessidade de evitar escalada.
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