- Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, moradora de Gama (DF), morreu em Caracas durante o desabamento de sua residência em pleno terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira; a filha Bruna Zacarias, 26 anos, concedeu entrevista ao Correio para pedir respeito ao luto.
- Bruna afirmou que divulgou o depoimento para preservar a memória da mãe e que a família espera viver o luto em paz, sem exposição adicional; ela agradeceu as manifestações de carinho recebidas.
- A Embaixada do Brasil em Caracas foi apontada pela família como apoio essencial durante o processo; o Itamaraty disse que acompanha a situação e oferece assistência consular aos brasileiros que solicitarem.
- Romildo Batista de Lima, 69 anos, pastor natural de Uberlândia, também morreu; a sobrinha contou que o tio viajou a Caracas com a esposa para celebrar o aniversário dele e que ambos estavam no hospital após o tremor.
- A família de Romildo critica a atuação do Itamaraty para cobrir o translado do corpo e organiza uma vaquinha para arrecadar fundos; a esposa dele, Carlha Nacarid León, é venezuelana.
A família de Vanessa Zacarias da Silva confirmou ao Correio a morte da brasileira causada pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira. Vanessa, 44 anos, morava há dois meses em Caracas e estava com o companheiro no momento do desabamento parcial da residência. A confirmação partiu da filha Bruna Zacarias, que, em entrevista, pediu respeito ao luto e lembrou o amor da mãe.
Bruna, residente no Distrito Federal, via o desespero com a perda, mas ressaltou a importância de retratar a mãe com dignidade. Ela agradeceu as mensagens de apoio recebidas e destacou o apoio da Embaixada do Brasil em Caracas para o processo de deslocamento e encaminhamentos.
Romildo Batista de Lima, pastor de 69 anos natural de Uberlândia, é a segunda vítima brasileira identificada. Romildo viajou a Caracas com a esposa, Carlha Nacarid León, para visitar familiares e comemorar o aniversário dele, conforme relato da sobrinha Jhulya Lima. O casal estava em viagem quando o tremor ocorreu.
Apoio e desdobramentos
Jhulya relatou dificuldades com o Itamaraty, afirmando que a assistência veio principalmente pela embaixada brasileira em Caracas. A família está organizando uma vaquinha para arcar com custos de traslado do corpo até Uberlândia. A sobrinha descreveu Romildo como alguém amável que levava a palavra de Deus por onde passava.
O Itamaraty informou que acompanha a situação da comunidade brasileira na Venezuela desde o início dos abalos, oferecendo assistência consular conforme a legislação vigente. O órgão ressaltou que o atendimento a falecimentos ocorre em conformidade com a normativa consular.
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