- Desde 24 de junho, foram registradas cerca de mil mortes adicionais na França, segundo a agência nacional de saúde pública, em dados ainda preliminares.
- No dia 24, houve mais de 1.200 óbitos; nos dois dias seguintes, foram registradas mais de 1.400 mortes, acima da média de abril e maio.
- A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e houve um aumento de cerca de quarenta por cento de mortes em domicílio, especialmente na região de Paris.
- Apesar da queda de temperaturas, as autoridades alertam que os efeitos tardios do calor podem manter a pressão sobre o sistema de saúde.
- No embate político, a líder do partido Os Ecologistas pediu transparência sobre o balanço humano e responsabilização, enquanto o governo destacou o esforço de adaptação ao aquecimento global.
França registra cerca de mil mortes a mais que o normal desde o início da onda de calor provocada pelo episódio extremo que atingiu o país. A informação foi divulgada pela agência nacional de saúde pública neste domingo, 28, com dados preliminares. A onda durou 11 dias e ultrapassou a intensidade da canicule de 2003.
Segundo o balanço, mais de 1.200 óbitos foram computados no dia 24 de junho e mais de 1.400 nos dois dias seguintes, em comparação com a média histórica de 900 a 1.000 mortes diárias em abril e maio. A maioria das vítimas tinha mais de 65 anos.
A crise elevou a pressão sobre o sistema de saúde, mesmo com a queda das temperaturas. As autoridades sanitárias apontaram que os efeitos tardios podem manter a sobremortalidade em nível elevado nas próximas semanas.
Contexto de mortalidade
Entre os dados, observa-se um aumento de cerca de 40% nas mortes em domicílio, especialmente na região de Paris. O Ministério da Saúde já havia destacado, no sábado, a existência de mortes acima do normal.
Reação política
A líder do partido Os Ecologistas pediu esclarecimentos plenos sobre o balanço humano e sugeriu apuração de responsabilidades políticas, com críticas à falta de preparo das autoridades e à redução de políticas de adaptação, como o Fundo Verde.
Por outro lado, o governo rebateu, com o presidente Emmanuel Macron ressaltando o esforço de adaptação ao aquecimento climático nos últimos anos e reconhecendo o caráter excepcional do pico. Autoridades destacam que o balanço deve aumentar ainda nos próximos dias.
*Com AFP*
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