- Após dois terremotos na Venezuela, já são 1.450 mortos e 3.150 feridos, com 72 horas consideradas críticas para encontrar sobreviventes.
- Moradores em La Guaira e Caracas aguardam resgates especializados e maquinário, enquanto alguns removem parte dos escombros com as mãos.
- O governo diz que trabalha sem descanso e que resgatar pessoas vivas é a prioridade; Delcy Rodríguez destacou o esforço conjunto.
- O país também registra 774 edifícios danificados ou desabados e 12.721 pessoas afetadas; a ONU estima cerca de 50 mil desaparecidos.
- A crise levou à mobilização internacional: 21 delegações, 2.242 socorristas, 96 equipes com cães farejadores, e envio de 14 mil militares; foi decretado estado de emergência.
Os dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana deixaram até agora cerca de 1.450 mortos e 3.150 feridos, conforme balanço divulgado pelas autoridades. Em meio ao desespero, moradores relatam demora na atuação de resgates e pedem maior presença do Estado. As áreas mais atingidas incluem La Guaira e Caracas.
A população busca equipes especializadas e maquinaria para remover escombros. Relatos de moradores indicam que muitos trabalham sem proteção, retirando corpos com as próprias mãos. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, afirmou que os esforços seguem “sem descanso” e que o resgate de pessoas vivas é a prioridade.
Em La Guaira, familiares descrevem a incerteza de não conseguir localizar parentes sob os escombros. Em Caraballeda, relatos descrevem corpos sob os escombros desde a noite anterior e crianças entre as vítimas. Bombeiros locais destacam a carência de pessoal e equipamentos.
A Assembleia Nacional informou que o país vive horas críticas para salvar vidas, com 12.721 pessoas afetadas e 774 edifícios danificados ou desabados. Além disso, mais de 30 mil profissionais atuam na resposta, entre militares, médicos e socorristas.
O governo decretou estado de emergência e anunciou o envio de 14 mil militares para a área afetada. Autoridades afirmam que há cooperação com equipes nacionais e internacionais, com 21 delegações mobilizadas e 2.242 socorristas disponíveis. Mais de 33 pessoas foram resgatadas com vida em um dia recente.
Especialistas destacam que as primeiras 72 horas são cruciais para operações de resgate. Mesmo assim, a ONU estima que cerca de 50 mil pessoas permaneçam desaparecidas, e a busca por sobreviventes continua em várias estruturas parcialmente destruídas.
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