- Governo federal resgatou 13 brasileiros que estavam no país quando o aeroporto de Caracas ficou fechado.
- O resgate ocorreu com uma aeronave da Força Aérea Brasileira que levava ajuda humanitária e iria voltar vazia ao Brasil.
- A missão levou um hospital de campanha da Marinha do Brasil e 100 purificadores de água com painéis solares, cada um capaz de filtrar até cinco mil litros por dia.
- O terremoto duplo de magnitude 7,2 e 7,5 foi o maior registrado na Venezuela desde 1900; houve ainda um terceiro tremor de 4,7 na noite de sexta-feira.
- O país registra cerca de 1.430 mortos, 3.288 feridos e aproximadamente 50 mil desaparecidos; perdas materiais estimadas em cerca de US$ 6,7 bilhões.
O governo federal resgatou 13 brasileiros que estavam na Venezuela neste domingo, 28, após o terremoto no país fechar o aeroporto de Caracas. A operação ocorreu em caráter emergencial, com a Embaixada do Brasil em Caracas informando sobre o retorno seguro dos cidadãos.
A defesa informou que a missão utilizou uma aeronave da FAB, que inicialmente transportava ajuda humanitária aos venezuelanos e iria retornar vazia ao Brasil. A aeronave utilizada foi uma cargueira KC-390 Millennium.
Detalhes da operação e apoio humanitário
Além do material médico, o avião levou 100 purificadores de água com painéis solares, com capacidade para filtrar até 5 mil litros por dia cada unidade. O objetivo é manter abastecimento em áreas com infraestrutura comprometida.
O terremoto duplo teve magnitudes de 7,2 e 7,5, o maior registro na Venezuela desde 1900. Um terceiro tremor de 4,7 foi percebido na noite de sexta-feira, 26. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o saldo chega a 1.430 mortos e 3.288 feridos; cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Danos e resposta internacional
Calcula-se que danos materiais atingiram US$ 6,7 bilhões, aproximadamente 6% do PIB venezuelano, segundo estimativas da ONU. O PNUD ressaltou que o cálculo considera perdas em imóveis, sem incluir a extensão da crise econômica causada pelo desastre.
As autoridades venezuelanas anunciaram restrições de acesso a La Guaira, epicentro da destruição, para organizar as buscas. Moradores relatam escassez de equipes oficiais de resgate e recorrem a buscas independentes, agravando o desafio de localizarem desaparecidos.
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