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Irã afirma que interferência no Estreito de Ormuz pode aumentar tensões

Irã alerta que intervenção na gestão do Estreito de Ormuz fora do acordo com os EUA pode ampliar tensões no Oriente Médio, cobrando respeito ao pacto

Pessoas caminham perto de um mural anti-EUA em Teerã, no Irã, em 28 de junho de 2026.
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  • O Irã avisou que interferência na gestão do Estreito de Ormuz fora do acordo com os Estados Unidos pode aumentar as tensões na região.
  • Teerã autorizou apenas um corredor de navegação ao longo de sua costa pelo estreito e disse que navios que desrespeitarem as regras serão atacados; o corredor foi reaberto após a guerra iniciada em vinte e oito de fevereiro.
  • O chanceler Abbas Araghchi afirmou que nenhuma outra instituição ou país é responsável pela gestão do estreito e que o acordo prevê negociações de sessenta dias.
  • A escalada começou na quinta-feira, com Omã abrindo uma rota alternativa temporária; ataques a navios levaram os EUA a bombardear alvos iranianos e provocaram retaliações iranianas no Bahrein e no Kuwait.
  • A Guarda Revolucionária informou ter tomado medidas para monitorar o tráfego e afirmou que navios que descumprirem as regras serão tratados com maior rigor.

O Irã afirmou neste domingo que qualquer interferência na gestão do Estreito de Ormuz fora do acordo com os Estados Unidos pode agravar as tensões na região. Teerã e Washington se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo previsto no protocolo de 17 de junho, que trata do controle da rota estratégica.

O governo iraniano autorizou apenas um corredor de navegação ao longo de sua costa, passando pelo Estreito de Ormuz, e condicionou a passagem a regras próprias. A medida vem após o fim de um bloqueio iniciado durante a guerra — que começou em fevereiro — entre o Irã e aliados, apoiando Israel e os EUA.

Segundo o chanceler Abbas Araghchi, nenhuma outra instituição ou país é responsável pela gestão do estreito. Ele pediu que todas as partes respeitem o acordo, o qual prevê negociações de 60 dias para um entendimento final.

As hostilidades se intensificaram a partir de quinta-feira, quando Omã abriu uma rota marítima temporária para evacuação de navios e marinheiros bloqueados. Em seguida, um cargueiro foi atingido por projétil de origem desconhecida, levando Teerã a exigir autorização prévia para a passagem.

Os Estados Unidos atribuíram o ataque ao Irã e realizaram bombardeios em território iraniano, com resposta iraniana em posições americanas, inclusive no Bahrein. Um petroleiro também foi atingido no sábado, levando novas ações militares na região.

O Irã condenou ataques americanos a instalações de monitoramento na costa sul. O Kuwait denunciou agressões iranianas que complicam os esforços de paz no Oriente Médio. No Bahrein, o Exército informou a interceptação de projéteis usados nos ataques.

Conflito no Líbano e acordos

No Líbano, Israel manteve ações no sul do país mesmo após um acordo preliminar de paz assinado em Washington. O Irã disse que o fim das operações israelenses e a retirada de tropas são condições para um acordo definitivo.

Segundo a agência libanesa, bombardeios ocorreram no domingo, um dia após um ataque que deixou um morto. O Exército israelense confirmou a morte de um soldado no sul do Líbano, elevando as baixas desde o início do conflito.

O líder do Hezbollah chamou o acordo de vergonhoso, e um deputado do grupo contestou a aplicação do texto, citando riscos de conflito interno. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que o Estado cumprirá suas obrigações para implementar o acordo. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu celebrou o que chamou de golpe contra o Irã e o Hezbollah.

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