- O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein na madrugada de domingo.
- O ataque ocorreu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ações “militares” caso o Irã não cumpra um acordo provisório.
- As forças americanas, em resposta, disseram ter conduzido novos ataques contra o Irã após um navio-tanque ter sido alvo no Estreito de Ormuz.
- A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atingido alvos norte-americanos na região e disse que as bases vão viver um “inferno” nos próximos dias.
- No Bahrein houve alerta de sirenes e relatou-se dano a um prédio residencial; no Kuwait houve a interceptação de dois mísseis balísticos, sem vítimas reportadas.
O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na madrugada de ontem, em resposta a tensões recentes na região. O ataque ocorreu pouco após declarações de Trump sobre possíveis ações contra o Irã se não houver cumprimentos ao acordo provisório para encerrar a guerra.
As Forças Armadas dos EUA afirmaram ter realizado ataques de retaliação após o ataque ao navio-tanque no Estreito de Ormuz, região estratégica para o trânsito de petróleo. Houve relatos de ataques a alvos iranianos em resposta às ações no Golfo, com Washington destacando que a agressão iraniana continuava a afetar o transporte marítimo.
Desdobramentos regionais
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou ter usado mísseis e drones contra alvos americanos no Kuwait e no Bahrein. Segundo a instituição, a resposta foi para punir violações ao cessar-fogo. As autoridades iranianas disseram que as ações visavam interromper as operações que violam acordos.
Autoridades americanas disseram ter confirmado ataques a instalações dos EUA, sem indicar perdas ou danos significativos de imediato. Em paralelo, o Bahrein relatou sirenes de alerta e o Kuwait informou interceptar mísseis, sem vítimas relatadas.
Contexto geopolítico
O ataque ocorre em meio a negociações mediadas nos últimos dias para uma trégua abrangente entre EUA e Irã, com avanços limitados. O navio-tanque atacado no sábado elevou as tensões, após uma série de ações no Estreito de Ormuz, rota crítica para o petróleo global.
O Irã afirmou que o tráfego no estreito precisa voltar aos níveis anteriores à guerra, atribuindo a responsabilidade pelas interrupções a Teerã. Washington tem explorado rotas alternativas, enquanto o Irã busca manter controle estratégico da região.
Cenário no Líbano e região
No Líbano, operações de milícias alinhadas ao Irã ficaram em foco, com Israel alegando ter neutralizado militantes ligados ao Hezbollah. Os dois países vêm mantendo cessar-fogos mediados por terceiros, mas com efeitos limitados devido a disputas regionais.
Enquanto isso, a região observa o desdobramento de ataques que afetam comércio marítimo e pressão diplomática, com várias nações chamando pela contenção. A ONU já solicitou sessões de emergência para avaliar a escalada.
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