- O Irã advertiu que qualquer navio que desvie da rota demarcada no Estreito de Ormuz aumentará as tensões e atrasará a reabertura da passagem.
- O chanceler Abbas Araghchi afirmou que apenas as medidas já implementadas pelo Irã devem ser seguidas, sem interferência de outras instituições ou países.
- O memorando entre Washington e Teerã, que visa garantir passagem segura e restabelecer o tráfego, envolve cooperação com Omã para definição da futura administração do estreito.
- O Irã bombardear Kuwait e Bahrein em retaliação a ataques dos EUA; EUA bombardearam alvos iranianos na madrugada, em resposta a ataques a navios no estreito. Um cidadão do Catar morreu a bordo de uma embarcação devido a estilhaços de operações militares.
- Em outra frente, Israel realizou ataques no Líbano, destruindo um túnel do Hezbollah; o acordo-quadro entre Israel e Líbano, mediado pelos EUA, gerou controvérsia no Líbano, com o chefe do parlamento rejeitando a adoção do acordo.
O Irã advertiu neste domingo que qualquer embarcação que tente desviar da rota demarcada pelo país no Estreito de Ormuz aumentará as tensões na região. O comunicado ocorre em meio a ataques mútuos entre Teerã e Washington, que elevam a instabilidade na rota marítima estratégica.
O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou, em Bagdá, que só a República Islâmica do Irã administra o estreito e que medidas novas ou divergentes atrasarão a reabertura da passagem. Ele pediu que as outras partes não interfiram na gestão do estreito.
O Irã e Omã assinaram um memorando para definir a futura administração do estreito, com o Irã reforçando que apenas ele é responsável pela passagem segura. O acordo visa ordenar o tráfego, ainda sob tensão desde ataques e confrontos recentes.
Rota e controvérsias
O país vê com reserva o anúncio de Omã sobre uma rota próxima ao litoral, apresentada como coordenação com a OMS. O Irã afirma que a única rota autorizada fica junto ao seu litoral, sob sua supervisão.
A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, adotada em 1982 e não ratificada pelo Irã, garante a passagem contínua de navios pelos estreitos, mas a interpretação da jurisdição no Estreito permanece em disputa entre as partes.
Ataques e resposta militar
Desde quinta-feira, duas embarcações teriam sido atingidas por projéteis, segundo relatos. Os Estados Unidos atribuíram os ataques ao Irã e responderam com bombardeios a alvos no país. O presidente Donald Trump ameaçou novas ações.
Na madrugada de hoje, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado mísseis e drones contra o Kuwait e o Bahrein. A ofensiva mirou infraestrutura militar, segundo o anúncio oficial.
Repercussões regionais
O Irã informa que a ofensiva visa pressionar pela abertura do estreito, enquanto críticas internacionais pedem contenção. O Kuwait e o Bahrein passaram a registrar operações militares com maior incidência de ataques.
Nos Estados Unidos, o Exército afirmou ter atacado dez alvos iranianos em retaliação ao ataque a um navio comercial no estreito. A escalada econômica e militar preocupa países vizinhos e parceiros ocidentais.
Sobrevoos e voos
Enquanto isso, a imprensa iraniana anunciou a retomada prevista de voos entre Teerã e Dubai na segunda-feira. A medida sinaliza uma tentativa de manter conectividade regional diante da violência.
O Catar confirmou a morte de um de seus cidadãos a bordo de uma embarcação devido a estilhaços de operações militares na região. O incidente eleva a tensão entre as partes envolvidas na região.
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