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Irã e EUA intensificam ataques e ameaçam escalada

Irã e EUA intensificam ataques e ameaçam escalada, colocando em risco a navegação no estreito e o cessar-fogo no Líbano

FOTO DE ARQUIVO: Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã, 1º de maio de 2026. REUTERS/Stringer/Foto de arquivo
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  • O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein na madrugada de domingo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar agir caso o Irã não cumprisse o acordo provisório.
  • Trump disse que poderia “aniquilar a liderança iraniana” se o pacto não fosse cumprido, em postagem nas redes sociais.
  • Israel informou ter atacado militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irã, no Libano, um dia após acordo de cessar-fogo com o país.
  • As Forças Americanas realizaram novos ataques ao Irã; no Estreito de Ormuz, um petroleiro foi atingido por um drone iraniano, e Teerã manteve o estreito quase fechado.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ataques contra instalações dos EUA no Kuwait e no Bahrein, afirmando que as ações violaram o cessar-fogo e endureceriam a pressão diplomática.

O Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Barein durante a madrugada de domingo, em meio a ataques recentes e discursos de ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu agir caso Teerã não cumpra o acordo provisório. A ofensiva ocorreu após Trump dizer, nas redes, que poderia “aniquilar” a liderança iraniana se o acordo não fosse respeitado.

As Forças Armadas dos EUA informaram ter realizado novas ações contra alvos no Irã, horas depois de o Estreito de Ormuz ter sido alvo de um ataque a um petroleiro. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter respondido com mísseis e drones contra instalações norte-americanas na região, afirmando violação do cessar-fogo e prometendo consequências.

Cerca de uma hora após a publicação de Trump, o Kuwait relatou respostas de defesa aérea a ataques com mísseis e drones, enquanto o Barein registrou sirenes e danos a uma residência na província de Muharraq. O Irã também manteve forte atuação na área, com base nas declarações do IRGC adquirindo resposta contra quem considera violação do acordo.

O Comando Central dos EUA informou que realizou novos ataques contra alvos iranianos, afirmando que a ação foi resposta à agressão contínua contra a navegação comercial. A ofensiva mirou instalações de vigilância, comunicações, defesa aérea, armazenamento de drones e minas. Explosões foram ouvidas no sul do Irã, segundo a imprensa estatal iraniana.

No Líbano, Israel disse ter eliminado militantes apoiados pelo Irã e atingido um lançador de foguetes na região de Nabatieh. O Hezbollah não respondeu de imediato. O país anfitrião e Israel seguem sob cessar-fogos mediado pelos EUA, mas com efeito limitado, enquanto o Irã promete manter o foco na região.

Essa rodada de violência acontece depois de um acordo de paz provisório de 14 pontos, criado para interromper os combates iniciados em 28 de fevereiro e reabrir o estreito, com negociações sobre o programa nuclear iraniano em curso. As negociações, mediadas pelo vice-presidente americano e pelo presidente do Parlamento iraniano, ocorreram na Suíça na semana passada.

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