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Maior refinaria da Venezuela é paralisada após queda de energia

Maior refinaria da Venezuela, Amuay, fica paralisada por queda de energia, ampliando tensões na cadeia de abastecimento de combustíveis locais

A refinaria de petróleo de Amuay-Cardon, na Venezuela
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  • A refinaria Amuay, a maior da Venezuela, ficou paralisada por queda de energia; capacidade de 645 mil barris por dia, segundo trabalhadores.
  • Outras unidades no estado de Falcón — refinaria El Palito e o Complexo Petroquímico de Morón — não retomaram totalmente as operações devido à instabilidade no fornecimento de energia.
  • A Venezuela enfrenta crises públicas desde os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que deixaram mais de 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 desalojados.
  • O Ministério do Petróleo informou que não houve queda na produção de petróleo bruto nem nas exportações, mas a oferta de combustíveis pode ficar aquém da demanda interna.
  • Mais de 1.600 socorristas de várias nações chegaram para ajudar nas buscas; equipes do Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador participam.

A maior refinaria da Venezuela, a Amuay, ficou paralisada neste domingo (28) após uma falha no fornecimento de energia. A unidade, situada no estado Falcón, tem capacidade de 645 mil barris de petróleo por dia, segundo relatos de trabalhadores, e anunciou interrupção total das operações. A queda de energia ocorre em meio a interrupções generalizadas no setor industrial do país, agravadas pelos abalos sísmicos recentes.

Antes dos abalos, a Amuay processava cerca de 137 mil barris de petróleo bruto por dia. A paralisação impacta a produção destinada ao abastecimento interno de combustíveis na Venezuela, segundo informações do ministério de energia. A escassez de água para usinas e indústrias no mesmo estado contribui para a instabilidade operacional.

Outras unidades da região também enfrentaram dificuldades. A refinaria El Palito, com capacidade de 146 mil barris por dia, e o Complexo Petroquímico de Morón, na região central, não conseguiram retomar totalmente as operações devido à instabilidade no fornecimento de energia. O ministério afirmou que, apesar das interrupções, a produção de óleo bruto e as exportações não foram afetadas.

O país vem lidando com os efeitos dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5, que deixaram pelo menos 1.450 mortos. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou o total de vítimas e mencionou que 3.150 ficaram feridas e 12.721, desalojadas. Desde a quarta-feira, o país registrou 430 réplicas, com La Guaira concentrando boa parte da destruição.

Mais de 1.600 socorristas de diversas nações já chegaram para reforçar as operações de busca e resgate. Equipes do Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Equador, Chile, República Dominicana, Panamá e El Salvador colaboram com os esforços. Autoridades ressaltam que a produção interna de combustíveis pode não atender à demanda quando a população retornar ao trabalho, caso as refinarias não mantenham operações estáveis.

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