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Socorristas lutam para salvar os últimos sobreviventes do terremoto na Venezuela

Socorristas de pelo menos 17 países atuam contra o tempo para localizar sobreviventes após terremotos na Venezuela, onde já há 1.430 mortos e quase sete milhões afetados

Equipes de resgate participam das operações de resgate após os terremotos que atingiram o país, em La Guaira, na Venezuela, em 27 de junho de 2026.
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  • Terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte da Venezuela na quarta-feira; equipes de busca de pelo menos 17 países atuam em La Guaira.
  • O gramado do principal estádio de beisebol abriga desde sexta-feira equipes de resgate de várias nações, com coordenação das Nações Unidas.
  • A passagem de ajuda humanitária inclui uma pista do aeroporto de Caracas reaberta para voos dos Estados Unidos, que mobilizam cerca de 250 socorristas civis na Venezuela.
  • O balanço oficial aponta 1.430 mortos, mais de 3,2 mil feridos e mais de 50 mil desaparecidos; a ONU alerta que os números devem aumentar.
  • Há relatos de atraso na chegada de equipes, críticas à atuação do governo e, no entorno, cenas de esperança, como a recuperação de um garoto de 11 anos em Caraballeda e de um bebê em La Guaira.

No norte da Venezuela, equipes internacionais seguem em operação para localizar sobreviventes após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram a região na quarta-feira (24). O tempo é fator crítico, pois a probabilidade de encontrar pessoas com vida diminui a cada dia.

No total, equipes de busca de pelo menos 17 países trabalham em áreas devastadas, com destaque para La Guaira, onde prédios desabaram e o estádio de beisebol virou base temporária de resgate. Milhares de socorristas atuam sob coordenação de agências internacionais.

Na Venezuela, o esforço é apoiado pela coordenação das Nações Unidas. Aviões com ajuda humanitária dos Estados Unidos começaram a chegar por meio de Caracas, com a pista do aeroporto reaberta para recebimento de remessas e equipes especializadas.

Em LA Guaira, relatos de profissionais apontam para dificuldades logísticas no acesso às áreas atingidas. Fabien Walterio, chefe das operações da equipe suíça, destaca o calor e o tempo que avança como fatores que agravam a desidratação e as condições de resgate.

Entre as ações em curso, há relatos de salvamentos isolados, incluindo um menino de 11 anos resgatado com vida em Caraballeda. A presidente interina Delcy Rodríguez compartilhou vídeo do resgate e ressaltou a esperança depositada em cada nova operação.

Ao mesmo tempo, moradores relatam problemas de coordenação entre autoridades e voluntários. Em Caracas, moradores acusam ausência de apoio governamental e vistorias táticas lentas, enquanto a fila para entrar na área atingida se mantinha em frente ao Poliedro, local de entrega de autorizações para voluntários.

O balanço oficial aponta 1.430 mortos, mais de 3,2 mil feridos e mais de 50 mil desaparecidos. A ONU indica que esses números devem aumentar, diante do ritmo ainda intenso de buscas. Países estrangeiros já reportaram vítimas e continuam oferecendo assistência consular.

De acordo com a ONU, quase sete milhões de pessoas foram afetadas pelos dois abalos. A Venezuela enfrenta um cenário de risco sísmico, com histórico de grandes terremotos, o último registrado com frequência relevante em 1997.

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