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Trump fecha acordo bilionário de mineração no Cazaquistão e filhos podem lucrar

Acordo no Cazaquistão envolve grupos ligados à família Trump e a Lutnick, com possível ganho financeiro para familiares e uso de financiamento federal

Vista aérea da parte exterior da vila de Unrek, Cazaquistão, em 24 de abril de 2026. A União Soviética cavou buracos durante a Guerra Fria para prospectar tungstênio; uma empresa americana planeja iniciar escavações na área rural novamente
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  • O governo dos Estados Unidos aprovou, de forma provisória, até US$ 1,6 bilhão em apoio financeiro à Kaz Resources, empresa norte‑americana de mineração ligada ao projeto de tungstênio no Cazaquistão.
  • Em setembro de 2025, durante encontro em Nova York, o presidente do Cazaquistão fechou acordo para dar a uma empresa norte‑americana acesso a uma das maiores reservas inexploradas de tungstênio do mundo, com participação de Trump na ligação.
  • Investidores ligados aos filhos do presidente Donald Trump e a Lutnick passaram a deter participação na operação: Dominari Securities adquiriu 20% da entidade, e Cantor Fitzgerald levantou 210 milhões de dólares para a ASP Isotopes.
  • O acordo final foi assinado em seis de novembro, em Washington, com a Kaz Resources ficando com setenta por cento do empreendimento e a estatal de mineração do Cazaquistão com trinta por cento.
  • As ligações entre as famílias Lutnick e Trump com o governo provocaram críticas e pedidos de investigação sobre conflitos de interesse; o governo afirmou que não houve mistura de interesses entre ações governamentais e negócios familiares.

O acordo envolve uma empresa norte‑americana ligada a investidores próximos ao presidente Donald Trump e ao secretário de Comércio, Howard Lutnick. Ele facilita acesso a uma das maiores reservas de tungstênio ainda inexploradas no Cazaquistão.

A operação começou com encontro em Nova York, no Hotel St. Regis, entre Lutnick e o presidente do Cazaquistão, com participação de Trump por telefone. O objetivo era assegurar financiamento e direitos de exploração para uma empresa vinculada aos EUA.

Antes disso, o governo dos EUA aprovou pré-aplicações para até US$ 1,6 bilhão em financiamento para a empresa Kaz Resources, que planeja iniciar o projeto na zona rural do Cazaquistão. O tungstênio é considerado crítico para a indústria de defesa e tecnologia.

Conexões familiares e financiamento

Investigação aponta que filhos de Trump e Lutnick passaram a negociar junto a parceiros do acordo cazaque, com participação de Dominari Securities, ligada à família Trump. Em paralelo, Cantor Fitzgerald, controlada pela família Lutnick, ajudou a levantar US$ 210 milhões para uma empresa associada.

O acordo foi assinado em 6 de novembro, após negociações que envolveram representantes de alto nível e financiamento parcial por entidades públicas. A estrutura do empreendimento prevê participação majoritária da empresa de Althaus e controle estatal do Cazaquistão.

Leonel Althaus, envolvido no projeto, afirma que o financiamento público visa viabilizar a produção de tungstênio, estimando investimento inicial de centenas de milhões de dólares e ganhos potenciais expressivos no longo prazo. A estimativa de produção anual fica próxima de 12.000 toneladas.

Até o momento, não houve liberação do financiamento de US$ 1,6 bilhão, pois dependem de outras aprovações regulatórias. Reguladores acompanham o andamento do estudo de viabilidade, com previsão de conclusão para avançar à produção em 2030.

O governo dos EUA ressalta que decisões envolvem segurança nacional e cadeias de suprimentos críticas, destacando que a prioridade é o interesse público. Diversos atores envolvidos contestam a leitura de conflitos de interesse, defendendo a legalidade das decisões.

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