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Venezuela enfrenta luto e esperança de resgate

Com máquinas insuficientes e novos tremores, resgates em Caracas avançam lentamente; ONU coordena ajuda internacional enquanto milhares continuam desaparecidos

Membros da Polícia Nacional Bolivariana carregam corpos de vítimas dos tremores, em Caraballeda, no estado de La Guaira - (crédito: Federico Parra/AFP)
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  • Após o duplo terremoto de magnitude 7,2 e 7,5, passaram-se as 72 horas esperadas e as chances de encontrar sobreviventes diminuem; moradores denunciam lentidão nas buscas e falta de máquinas pesadas.
  • Mais de 100 prédios desabaram e milhares ainda estariam soterrados; a ONU estima até 50 mil desaparecidos.
  • o número de mortos alcança 1.430, com dois brasileiros entre as vítimas; os prejuízos podem chegar a US$ 6,7 bilhões (6% do PIB).
  • Um milagre trouxe esperança: um recém-nascido de 18 dias foi resgatado com vida 32 horas após o tremor, segurando a mãe que também foi salva.
  • Equipes internacionais, incluindo Estados Unidos e El Salvador, ajudam nos resgates, enquanto críticas sobre coordenação e burocracia dificultam o acesso à área mais afetada.

Venezuela vive entre o luto e a esperança de resgate após um duplo terremoto que atingiu a Região Metropolitana de Caracas. Os tremores, de 7,2 e 7,5 na escala Richter, deixaram milhares de desabrigados e provocaram dezenas de prédios desabados. O saldo oficial aponta até agora 1.430 mortos e mais de 3.360 feridos; famílias estimam milhares de desaparecidos.

A lentidão nas operações, a falta de máquinas pesadas e a necessidade de pausas por réplicas marcam o trabalho dos socorristas. Milhares continuam soterrados em áreas densamente habitadas, como Caraballeda e La Guaira, com autoridades locais que resistem à militarização da região, o que dificultou a entrada de voluntários.

Na capital, relatos de familiares descrevem a dificuldade de localizar parentes. Voluntários e moradores denunciam a necessidade de equipamentos para remoção de escombros e pedem coordenação de ajuda internacional para acelerar o resgate.

Voluntários e coordenação internacional

Equipes de socorro de diversos países atuam no terreno, com apoio da ONU. Ao todo, 52 equipes, 2.200 socorristas e 140 cães ajudam na busca por sobreviventes. A coordenação busca atender também a população desabrigada com abrigo, água, alimentação e medicamentos.

Em meio aos desafios, há momentos de esperança. Um recém-nascido resgatado 32 horas após o terremoto reacende a fé de moradores e trabalhadores, que relatam esforço conjunto de defesa civil, bombeiros e membros de comunidades locais. O bebê e a mãe sobreviventes seguem sob cuidados médicos.

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