- O governo de Delhi assumiu o Jaipur Polo Ground, fechando o acesso há décadas a um polo tradicional da cidade, em meio a controvérsia sobre o uso do terreno para um “fim público maior e benefício”.
- O caso ocorre em meio à tomada semelhante do Delhi Gymkhana Club, de menor área, ambos considerados espaços verdes limitados na capital indiana.
- Críticos duvidam que a prática sirva ao interesse público, especulando que haverá construção de blocos de apartamentos para servidores civis e militares, apesar de detalhes não terem sido divulgados.
- Juntas autoridades e ambientalistas destacam que os campões de polo ocupam uma área verde bem recebida em meio a um Delhi cada vez mais quente e densamente urbanizado, com poucos espaços abertos.
- Magistrados, incluindo a Dra. Neena Bansal Krishna, expressaram preocupação de que a construção de edifícios altos reduza ainda mais áreas livres, agravando o desconforto térmico na cidade.
O governo de Delhi reassumiu o Jaipur Polo Ground, uma área de seis hectares no coração da capital, fechando o acesso ao clube de polo histórico. A tomada faz parte de uma estratégia oficial de uso público mais amplo, segundo defensores do poder público que acompanham o caso.
A intervenção envolve também o Delhi Gymkhana Club, situado em uma área de 11 hectares vizinha, que teve ordem de desocupação emitida pelo governo. As ações ocorrem mesmo com a batalha judicial em andamento, que debate o destino de dois espaços verdes brasileiros de referência na cidade.
Executivos do governo justificam o movimento como benefício público, mas críticos apontam risco de perder áreas de lazer e de biodiversidade. Juízes da vara de Delhi destacaram que a construção de condomínios altos pode reduzir ainda mais o espaço aberto na capital e agravar o aquecimento urbano.
Especialistas ambientais ressaltam a importância de áreas verdes para reduzir as temperaturas, melhorar a qualidade do ar e oferecer refúgio para moradores. Autoridades locais destacam que a decisão visa atender a demanda por infraestrutura pública diante de uma população estimada em 23 milhões, em crescimento desde 2011.
Entre moradores, analistas e defensores de espaços públicos há preocupação com o impacto de obras de grande porte. Um observador anônimo do polo local afirmou que o acesso era gratuito durante a temporada, diferentemente de outros lugares onde há cobranças ou controle de acesso.
Defensores dos espaços verdes enfatizam que a retirada de áreas abertas pode piorar a qualidade de vida em uma cidade já marcada por calor extremo e poluição. Entidades ambientais argumentam que os terrenos ocupam papel essencial na mitigação de ilhas de calor e na promoção da biodiversidade urbana.
Enquanto os tribunais avaliam os argumentos legais, moradores de áreas próximas relatam congestão e desgaste de infraestrutura já no limite. A decisão final sobre o uso futuro dos terrenos ainda não foi divulgada.
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