- EUA comemoram 250 anos de independência, declarada em 4 de julho de 1776, após conflito com a Inglaterra e consolidação da república constitucional e democrática.
- A Constituição introduziu separação de poderes, federalismo e governo sujeito à lei, marcando a inovação de um presidente com mandato limitado pelo tempo e pelo voto.
- Desde janeiro de 2025, o presidente Donald Trump emitiu 225 decretos em um ano, muitos contestados na Justiça por exceder poderes.
- O Congresso, com maioria republicana, aprovou apenas um grande pacote fiscal de 3,4 trilhões de dólares, enquanto a Suprema Corte conservadora avança em temas como tarifas e cidadania de nascidos nos EUA.
- As eleições de meio de mandato estão marcadas para 3 de novembro, quando Câmara e parte do Senado serão renovados.
Os Estados Unidos completam nesta semana 250 anos de independência, marcada pela vitória sobre o Império Britânico e pela criação de uma república constitucional. O processo se encerrou após sete anos de guerra e consolidou, pela primeira vez, uma nação governada por leis e por eleições.
A obra pública nasceu com a Declaração em 1776, na Filadélfia, e avançou com a adoção da Constituição no fim do século XVIII. A observação central é que a experiência repousa na separação de poderes, no federalismo e no Estado de direito, valores que moldaram a democracia liberal.
Na prática, a história dos EUA inclui a figura de George Washington, primeiro presidente, e, hoje, de Donald Trump, 47º ocupante da Casa Branca. O atual mandato enfatiza o papel do Executivo na agenda política, com impactos sobre o equilíbrio institucional.
Ao longo de 2025 e 2026, Trump tem recorrído a um alto volume de decretos para definir políticas públicas. Em 2025 foram 225 atos, superando o total registrado no mandato anterior. Muitos desses atos enfrentaram contestação judicial por presumido excesso de poderes.
A relação entre Executivo e Congresso permanece restrita. Apesar da maioria republicana no Congresso, apenas um grande projeto de lei foi aprovado em mais de um ano de mandato, um megapacote fiscal de 3,4 trilhões de dólares distribuído ao longo de dez anos.
A Suprema Corte conserva influência relevante na agenda governamental, com decisões que mexem, por exemplo, em tarifas comerciais. O veto a tarifas amplas, imposto no ano anterior, foi um marco explícito de freios institucionais ainda em disputa nos tribunais.
Paralelamente, ocorrem tensões que acompanham a democracia liberal há décadas, entre estruturas federais, judiciárias e acadêmicas. Quando decisões judiciais divergem, é comum o debate público atribuir motivações políticas a juízes e instituições.
O próximo grande teste democrático dos EUA acontecerá em 3 de novembro, com a renovação de parte da Câmara e do Senado. A eleição de meio de mandato é vista como indicador do equilíbrio de forças entre Executivo e Legislativo.
Entre debates sobre participação cívica e políticas públicas, a organização das eleições continua sob a responsabilidade dos estados, não do governo federal. A Constituição foi projetada justamente para evitar concentrações excessivas de poder.
Entre na conversa da comunidade