- EUA e Irã concordam em suspender ataques mútuos antes da retomada das negociações sobre o Estreito de Ormuz, com conversas técnicas programadas para Doha.
- A troca de ataques começou na quinta-feira, quando Teerã atingiu um navio porta-contêineres; os EUA responderam no dia seguinte e houve novos ataques após um veículo iraniano mirar uma embarcação que transportava petróleo do Catar.
- O acordo provisório aumenta o risco de retardar a restauração do tráfego no estreito, crucial para a região, enquanto mercados reagem com cautela e o petróleo oscila.
- A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado bases no Kuwait e no Bahrein; o Kuwait diz ter interceptado dois mísseis e o Bahrein relata prédio residencial atingido sem mortos.
- O Memorando de Entendimento de Islamabad, que redefine o controle de tráfego no estreito, coloca o Irã como responsável por o fluxo navio e aumenta a tensão entre as partes, com negociações ainda em curso.
Os Estados Unidos e o Irã concordaram em suspender ataques mútuos antes da retomada das negociações de paz sobre o Estreito de Ormuz. A iniciativa visa manter aberta a rota que já foi responsável por um quinto do petróleo e gás mundial.
Um funcionário americano, sob condição de anonimato, afirmou que as conversas técnicas sobre o memorando de entendimento discutido neste mês vão seguir. Segundo ele, as partes recuam por enquanto e as embarcações podem navegar livremente.
A troca de ataques começou na quinta-feira na hidrovia, com o Irã atingindo um navio porta-contêineres, e os EUA reagindo no dia seguinte. Teerã também atacou uma embarcação que transportava petróleo do Catar.
Situação no estreito e desdobramentos
Autoridades americanas disseram ter atacado alvos militares iranianos na sequência. O Irã afirmou ter atingido a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, e a base naval da 5ª Frota, no Bahrein; o Kuwait interceptou dois mísseis.
O Bahrein informou que houve danos a um prédio residencial, mas sem vítimas, e o Kuwait não registrou feridos ou danos materiais. Ontem, as bolsas registraram queda de volatilidade, enquanto os futuros reagiam a relatos de retracção de escalada.
O Centro Conjunto de Informação Marítima elevou o nível de ameaça no Estreito de Ormuz para substancial e indicou a presença de minas na rota. A organização recomendou caminhos alternativos para passagem de navios, com maior flexibilidade para tráfego em ambos os sentidos.
O Irã e os EUA discutem ainda quem vai impor tarifas ou custos aos navios que utilizarem o estreito, além de negociar o cessar-fogo entre Israel e o Líbano. Omã sinalizou ajustes na rota para permitir trânsito simultâneo.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, visitou o Iraque para discutir o acordo com autoridades de Bagdá. O governo iraniano explicou que o controle do tráfego no estreito passa a ser responsabilidade do Irã, segundo comunicado divulgado pela imprensa estatal.
A tensão permanece alta desde o início do confronto regional, com ataques a alvos militares e pressões sobre a navegação no Estreito de Ormuz. As partes buscam estabilizar a situação para retomar o tráfego marítimo em condições pré-conflito.
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