- As forças de segurança do Paquistão mataram pelo menos 29 militantes em operações terrestres e aéreas ao longo da fronteira com o Afeganistão.
- O governo afegão, controlado pelo Talibã, informou que 38 civis foram mortos em ataques aéreos, com outras centenas feridas.
- Os ataques aéreos paquistaneses atingiram alvos nas províncias afegãs de Paktia, Paktika e Kunar, segundo o ministro da Informação paquistanês.
- Quatro combatentes ligados à facção Jamaat-ul-Ahrar do Talibã paquistanês foram mortos em ataques terrestres no distrito de Bajaur, em Khyber Pakhtunkhwa.
- Islamabad afirma responder a múltiplos incidentes terroristas recentes, enquanto o Talibã afegão nega abrigar militantes paquistaneses e promete vingança.
As forças de segurança do Paquistão realizaram ofensivas aéreas e terrestres ao longo da fronteira com o Afeganistão, respondendo a ataques recentes. Segundo Islamabad, 29 militantes foram mortos em operações nas províncias afegãs vizinhas. O governo paquistanês afirmou que os ataques atingiram acampamentos e refúgios de militantes.
O Talibã afegão informou que 38 civis foram mortos em ataques aéreos. A maioria das vítimas ocorreu em uma residência bombardeada na província de Paktia, onde também houve vítimas entre 158 feridos, segundo o porta-voz do governo afegão.
Os ataques aéreos paquistaneses atingiram três alvos em Paktia, Paktika e Kunar, resultando na morte de 25 militantes e na destruição de armas e munições, de acordo com o ministro paquistanês Attaullah Tarar, divulgado em redes sociais.
Mais quatro combatentes ligados à facção Jamaat-ul-Ahrar do Taliban paquistanês foram mortos em operações terrestres no distrito de Bajaur, em Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira norte. O grupo Jamaat-ul-Ahrar confirmou a morte de um de seus comandantes, Khan Ferosh, também conhecido como Zabul.
O governo afegão informou ainda que 163 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, após os bombardeios na região de Samkani, no distrito homônimo. Moradores relataram que o segundo ataque ocorreu quando as pessoas socorriam os feridos.
O vice-ministro da Informação do Afeganistão, Mohajer Farahi, disse que o ataque certamente será vingado no momento oportuno. O ministro paquistanês Tarar afirmou que as ações respondem a múltiplos incidentes terroristas recentes, incluindo um ataque em Karachi que deixou três mortos.
Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes responsáveis por planejar ataques no Paquistão. O Taliban afegão nega as acusações, afirmando que extremismo é um problema interno do Paquistão.
As informações são da Reuters, com envio de equipes em Cabul, Bengaluru e Mumbai, e refletem a tensão contínua na região entre Paquistão e Afeganistão.
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