- França tirou o alerta vermelho após a onda de calor de 11 dias, com queda de temperaturas, mas 22 departamentos permanecem em alerta laranja.
- Na Europa, a OMS aponta mais de 1.300 mortes acima do normal; na França, o excesso de mortalidade é estimado em cerca de 1.000 óbitos adicionais.
- Um jovem de 25 anos morreu por hipertermia em bonde nas proximidades de Estrasburgo; bombeiros registraram cerca de 350 atendimentos no sábado, o dobro de um dia comum.
- Os hospitais seguem sob pressão: atendimentos civis aumentaram cerca de 20% desde 18 de junho; o SAMU opera com atividade 50% a 60% acima do normal.
- O primeiro-ministro reúne autoridades em reunião de emergência para avaliar medidas e preparar o país para novos episodios de calor extremo.
França vive uma fase de transição após uma onda de calor histórica que durou 11 dias. O país registra queda de temperaturas em grande parte do território, mas o sistema de saúde permanece em alerta devido a possíveis desdobramentos. O episódio foi classificado como o mais intenso já registrado no país pelo serviço meteorológico.
Um caso extremo ilustra a gravidade: um jovem de 25 anos morreu de hipertermia em um bonde próximo a Estrasburgo, na Alsácia. Ele foi socorrido em parada cardíaca, levado ao hospital e não resistiu. Pernambuco? Não, a autópsia foi requisitada pela Justiça.
Ao longo do fim de semana, bombeiros realizaram cerca de 350 atendimentos na região, o dobro de um dia normal. Mesmo com temperaturas em queda, 22 departamentos permanecem em alerta laranja para calor, com previsão de tempestades e instabilidade atmosférica.
O que mudou no tempo e na saúde pública
No domingo, registros indicaram 41,1°C em Vidaubon e 40,4°C em Le Luc, Var, perto do Mediterrâneo. Em Tencin, próximo aos Alpes, a temperatura alcançou 38,4°C, destacando a abrangência geográfica da onda de calor.
A agência de saúde estima um excesso de mortalidade de cerca de 1.000 óbitos desde o início da onda, número ainda provisório. Adultos jovens também foram afetados por paradas cardíacas e insolação grave. Hospitais seguem com alta demanda.
Desde 18 de junho, atendimentos hospitalares cresceram cerca de 20% em relação ao ano anterior. O SAMU opera com atividade 50% a mais que o normal, segundo autoridades. Médicos alertam para possível falência de órgãos em pacientes com atraso no atendimento.
Para reduzir sobrecarga, especialistas sugerem adiar cirurgias não urgentes e reforçar medidas de prevenção, como hidratação e busca rápida por atendimento em caso de sintomas graves. O Ministério da Saúde acompanha o cenário com cautela.
Governo busca preparar o país para novos episódios
O primeiro-ministro reúne representantes de diferentes órgãos em reunião de emergência para avaliar medidas a curto prazo. A ideia é manter o país preparado para picos de calor nas próximas semanas, sem adiantar conclusões.
A onda de calor também mobiliza a Europa. Segundo a OMS, o total de mortes acima do normal já passa de 1.300 desde 21 de junho. Países como Alemanha, Dinamarca e República Tcheca registraram recordes de temperatura, com impactos no transporte e em eventos públicos.
Especialistas associam a intensidade e a data precoce da onda às mudanças climáticas, ressaltando que episódios antes raros se tornam mais frequentes. Mesmo com a queda progressiva, efeitos sanitários e sociais devem permanecer por tempo indeterminado.
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