- Irã realizou a primeira reunião oficial com Oman para discutir a futura administração do Estreito de Ormuz, após acordo preliminar com os Estados Unidos para encerrar a guerra no Oriente Médio.
- O encontro ocorreu em Mascate, durante a reunião do Comitê Conjunto de Ormuz, para discutir o destino da rota marítima estratégica de exportação de energia.
- Um tema discutido foi a possibilidade de o Irã cobrar taxas pela prestação de serviços marítimos no estreito, ideia rejeitada por Washington, que vê Ormuz como rota internacional.
- Oman divulgou comunicado conjunto dizendo que avalia os custos da futura gestão, mas posteriormente afirmou que não há previsão de taxas de passagem e anunciou um corredor marítimo temporário coordenado com as Nações Unidas.
- Teerã já afirmou que apenas um corredor que contorna sua costa é autorizado, alertando que rotas alternativas podem aumentar tensões; o memorando de entendimento prevê negociação com Oman e participação de países do Golfo, com navegação gratuita nos primeiros 60 dias após a assinatura.
O Irã realizou pela primeira vez uma reunião oficial com Omã para debater a gestão futura do Estreito de Ormuz. O encontro, em Mascate, marca o início das negociações sobre a principal rota marítima de exportação de energia do Golfo, após o acordo preliminar entre Teerã e Washington para encerrar a guerra na região.
Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, o Comitê Conjunto de Ormuz tratou das questões atuais e da gestão futura do estreito durante a visita à capital omanense. A data exata do encontro não foi divulgada.
O Estreito de Ormuz, com cerca de 30 quilômetros de largura, separa Irã e Omã. Durante o conflito, Teerã chegou a manter o bloqueio, o que tornou a reabertura e o modelo de administração alvo de negociações entre países da região e EUA.
Entre os temas em pauta está a cobrança de taxas pela prestação de serviços no estreito, possibilidade que preocupa Washington, que vê a passagem como rota internacional livre. Omã tem adotado posição cautelosa sobre o tema.
Dias após a visita iraniana, Omã divulgou comunicado conjunto avaliando custos da futura gestão da hidrovia. Em seguida, Mascate afirmou que não há previsão de taxas de passagem e anunciou a criação de um corredor marítimo temporário próximo à costa, em coordenação com a ONU.
O Irã reagiu, afirmando que a única rota autorizada é o corredor que contorna a própria costa. O chanceler iraniano Abbas Araghchi avisou que rotas alternativas podem elevar tensões na região.
O memorando de entendimento entre Teerã e Washington prevê que o Irã negocie com Omã a gestão do Estreito de Ormuz, em consulta com os países banhados pelo Golfo e conforme o direito internacional. A navegação permanecerá gratuita apenas nos primeiros 60 dias.
Pelo acordo, ainda não há definição sobre as regras que entrarão em vigor após esse período, mantendo o foco nas negociações entre as partes interessadas e na coordenação regional. O acompanhamento é feito em conformidade com fontes internacionais.
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