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Mediadores criam canais para reduzir tensões antes de conversas EUA e Irã

Mediadores criam canais de comunicação entre Estados Unidos e Irã para reduzir tensões; negociações técnicas devem ocorrer em Doha após ataques que ameaçaram o memorando de entendimento

Pessoas caminham perto de um mural anti-EUA em Teerã, Irã , 28 de junho de 2026
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  • Mediadores criaram canais de comunicação entre Irã e Estados Unidos para reduzir tensões antes das conversas técnicas, que devem ocorrer em Doha nos próximos dias.
  • O memorando de entendimento de 14 pontos, assinado em 17 de junho, visa encerrar quatro meses de conflito e prevê cessar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz.
  • As negociações técnicas devem continuar, mas um alto funcionário iraniano disse que as reuniões ainda não estavam confirmadas.
  • O fechamento da hidrovia elevou o petróleo acima de US$ 100 por barril; desde então, o Brent ficou em torno de US$ 72 por barril, diante da retomada diplomática.
  • Ataques entre os dois lados no fim de semana geraram confrontos na região, com o Irã afirmando ter lançado operações contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein.

Equipes técnicas dos Estados Unidos e do Irã devem se reunir em Doha nos próximos dias para dar continuidade à implementação de um acordo interino de paz. A informação foi divulgada à Reuters nesta segunda-feira, após ataques de ambos os lados no final de semana que ameaçaram o memorando firmado por Washington e Teerã há quase duas semanas.

Mediadores produziram canais de comunicação para reduzir tensões diante de incidentes recentes. Embora a fonte tenha confirmado as reuniões técnicas, um alto funcionário iraniano disse que ainda não há confirmação formal das agendas.

O memorando de entendimento de 14 pontos, assinado em 17 de junho, prevê cessar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para petróleo e gás. O acordo abre caminho para 60 dias de negociações sobre temas sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

Segundo o acordo, as partes devem suspender sanções e facilitar a cooperação econômica, mas divergências sobre o alcance dos compromissos persistem, segundo avaliações contraditórias das duas partes.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que US$ 6 bilhões dos US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados no Catar seriam liberados, como parte do entendimento. Ele descreveu a suspensão de sanções ao petróleo e à petroquímica como uma vitória do povo iraniano, segundo a mídia estatal.

Um funcionário do governo dos EUA disse à Reuters que ambas as partes concordaram em interromper hostilidades de forma temporária, permitindo que navios circulem pelo Estreito de Ormuz sem impedimentos, enquanto as negociações técnicas prosseguem.

Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, afirmou que as reuniões técnicas ainda não estavam previstas para esta semana e que as conversas no Catar não estavam confirmadas. As consultas com o Catar seguem em andamento.

Os preços do petróleo variaram, com o Brent próximo de US$ 72 por barril, diante da retomada diplomática. Analistas ressaltaram que o mercado permanece exposto aos riscos geopolíticos.

No fim de semana, ataques iranianos atingiram alvos no Kuwait e no Bahrein, após ações de mísseis e drones contra instalações americanas na região. As autoridades do Bahrein relataram danos a um edifício residencial.

Horas depois, o Exército do Kuwait informou ter interceptado dois mísseis balísticos, sem vítimas. A Guarda Revolucionária Islâmica disse que suas forças lançaram ataques contra instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein.

Paralelamente, o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, criticou um acordo mediado pelos EUA entre Líbano e Israel, acusando riscos de divisão interna. O conflito libanês mantém tensões com o apoio iraniano ao Hezbollah.

A situação regional continua volátil, com múltiplos desdobramentos em curso, enquanto Washington e Teerã buscam preservar o frágil memorando até novas negociações.

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