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Milei nomeia novo chefe de gabinete após renúncia de Adorni em meio a escândalo

Diego Santilli assume como novo chefe de gabinete de Milei nesta terça, substituindo Adorni, sob pressão por escândalo de corrupção

Javier Milei (centro) com seu novo chefe de gabinete, Diego Santilli, e a sua irmã, Karina Milei, a secretária-geral da Presidência da Argentina
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  • O presidente argentino Javier Milei nomeou Diego Santilli, atual ministro do Interior, como novo chefe de gabinete; ele substitui Manuel Adorni, que renunciou no sábado, dia 27, e assume na terça-feira, dia 30.
  • Santilli tem trajetória política extensa: iniciou no peronismo, migrou para o Pro, já foi vice‑chefe de governo e ministro da Segurança de Buenos Aires, além de senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado.
  • Santilli será o quarto chefe de gabinete de Milei desde a posse do presidente, em dezembro de 2023.
  • Adorni deixou o cargo após mais de três meses de pressão, em meio a um escândalo de corrupção com revelações sobre viagens da esposa e gastos incompatíveis com o salário, incluindo uma viagem a Aruba e a compra de dois imóveis.
  • Santilli publicou mensagem em rede social afirmando que assume o desafio e buscará avançar nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas, com foco em consenso dentro do governo.

Diego Santilli foi indicado por Javier Milei para assumir o cargo de chefe de gabinete da Presidência da Argentina, substituindo Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a um escândalo de corrupção. A nomeação foi anunciada no domingo e ele deve tomar posse na terça-feira.

Santilli, hoje com 59 anos, tem passagem pela política desde o peronismo, passou pelo Pro e ocupou cargos como vice-chefe de governo e ministro da Segurança de Buenos Aires. Também atuou como senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado. Desde novembro de 2025, ocupava o Ministério do Interior.

A vacância ocorre em um momento de crise de confiança no governo de Milei, que lidera o país desde dezembro de 2023. Adorni enfrentava pressão de teria havido gastos questionáveis e viagens familiares vinculadas à comitiva presidencial, além de aquisições imobiliárias não comprovadas com recursos incompatíveis com o salário do cargo.

A escolha de Santilli pode sinalizar uma mudança de tom na gestão, com potencial maior foco em negociação e consenso. O novo chefe de gabinete já manifestou, por meio de plataformas públicas, compromisso com reformas estruturais e trabalho coletivo no governo.

Quem é Diego Santilli

Santilli chega ao cargo com histórico direto de negociação com governadores e bancadas aliadas, além de experiência na área de segurança pública. A expectativa é de atuação mais alinhada a acordos entre diferentes setores do governo e o Legislativo.

Contexto do escândalo

Adorni renunciou após mais de três meses de pressão, desencadeada por revelações sobre viagens da família à Nova York sem função oficial e aquisição de imóveis em 2024 e 2025. Tais gastos foram considerados incompatíveis com a posição ocupada e com o salário.

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