- O diretor executivo Takaya Soga, da NYK Line, afirma que a navegação pelo estreito de Hormuz deve operar com menos da metade do volume pré-guerra por meses, mesmo com o acordo de paz.
- O Irã teria colocado cerca de 80 minas nas principais rotas da hidrovia, deixando apenas duas rotas muito estreitas disponíveis.
- O retorno aos volumes normais de tráfego está ligado à neutralização das minas ao menos em cerca de 30 dias, conforme o acordo entre Estados Unidos e Irã, com linha direta para remoção das minas.
- Oficiais iranianos disseram que a coordenação com a força naval é obrigatória para embarcações que transitam pelo estreito, em meio a preocupações com ataques e rotas não autorizadas.
- Analistas e empresas de logística indicam grandes transtornos e veem alta probabilidade de retorno à normalidade assim que o estreito for reaberto, mas com cautela sobre o momento exato.
A presença de minas no estreito de Hormuz pode restringir a navegação a menos da metade do volume pré-guerra por meses, mesmo com um acordo de paz em vigor. A afirmação é de Takaya Soga, diretor executivo da NYK Line, que opera mais de 900 navios. O setor aponta limitações de rotas seguras e corredores estreitos.
Segundo o dirigente, as rotas disponíveis para passagem de embarcações estão severamente limitadas, favorecendo apenas dois corredores próximos a Omã e à costa iraniana. A afirmação reflete expectativas de recuperação gradual do comércio marítimo, ainda que com volumes reduzidos.
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional informou que o Irã tería colocado cerca de 80 minas nas principais rotas da hidrovia. A Guarda Revolucionária ressaltou que a coordenação com a força naval é obrigatória para navios que transitem pelo estreito.
Impacto na navegação e cenários
A detecção de minas elevou a percepção de risco entre companhias de navegação, com estimativa de que mais de 1.200 navios fiquem retidos e mercadorias avaliadas em aproximadamente US$ 125 bilhões sejam impactadas. O fechamento também afetou o mercado de petróleo, pressionando os preços para baixo.
Paquistão e Japão relataram detecção de minas e travaram comunicação com autoridades para evitar rotas não autorizadas. O acordo de paz, assinado em 17 de junho, prevê retorno do tráfego ao nível pré-guerra em 30 dias após a neutralização das minas, com linha direta para coordenação.
Especialistas citados pelo Financial Times apontam que, mesmo com abertura, o retorno completo depende da confiança de que operações comerciais serão seguras. A indústria avalia riscos contínuos e ainda observa incertezas sobre etapas futuras de desminagem.
Colaboraram: Jacob Judah e Charles Clover, de Londres, e Humza Jilani, de Islamabad.
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