- MSF explica atuação na Venezuela após o terremoto, que já deixava mais de 1.400 mortos, ressaltando que a organização já atuava no país antes do desastre.
- Nos primeiros dias, foram distribuídos kits de traumas de emergência para hospitais que recebem centenas de pacientes, equivalentes ao manejo de 3.500 pessoas.
- Quase 1.500 edifícios foram danificados, deixando milhares de famílias sem para onde voltar e ocupando locais espontâneos em Caracas e região metropolitana.
- A organização atua em complementaridade com outros atores humanitários e com o sistema de saúde local, com foco inicial de 24 a 48 horas na gestão de insumos médicos.
- Equipes vindas da Colômbia auxiliaram a resposta; a crise econômica de longo prazo dificulta a capacidade de resposta do Estado e agrava as necessidades.
Médicos Sem Fronteiras detalha atuação na Venezuela diante de crise humanitária agravada pelo terremoto. O país entra no quinto dia de buscas por sobreviventes, com mais de 1.400 mortos confirmados. A organização já atuava no território antes do desastre.
Fábio Biolchini, coordenador de operações do MSF, explicou que a Venezuela enfrentava deficiências de saúde há anos, com falta de medicamentos, insumos e profissionais. A crise econômica amplifica a necessidade de ajuda humanitária desde antes do terremoto.
A atuação imediata do MSF ocorreu já no primeiro dia após o abalo. Equipes distribuíram kits de traumas de emergência para hospitais com grande demanda, equivalentes ao atendimento de cerca de 3.500 pacientes, conforme informou Biolchini.
Quatro a cinco dias após o sismo, o esforço de busca e resgate cedeu espaço a uma resposta humanitária mais ampla. Diversos edifícios ficaram danificados, deixando milhares de famílias sem habitação, com desabamentos reportados na região de Caracas.
Logística e colaboração com o sistema local são pilares da operação. O MSF atua em complementaridade com outros atores humanitários e com o sistema público de saúde para evitar duplicidade de ações e desperdício de recursos.
Nas primeiras 24 a 48 horas em Caracas, o foco concentrou-se no fornecimento de insumos médicos essenciais, como anestésicos, medicamentos e materiais cirúrgicos. A presença prévia e o planejamento de emergências contribuíram para a rapidez da resposta.
A organização mobilizou novas equipes vindas da Colômbia para ampliar a atuação. Biolchini ressaltou que o terremoto é um cenário possível na região, reforçando a necessidade de prontidão permanente diante de zonas sísmicas. A situação atual exige monitoramento contínuo das necessidades humanitárias.
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