- Cambridgeshire police cedeu, em dezembro de 2023, a investigação a favor da Força Aérea dos Estados Unidos, permitindo que o caso de Sarah Steele fosse liderado pela OSI (investigação militar) mesmo com o crime ocorrendo no território britânico e o militar fora de serviço.
- O piloto capt Jacob Wulfson foi julgado no tribunal militar em RAF Lakenheath e condenado, em abril de 2026, por estrangular Steele; foi absolvido de violação com consentimento ou de ato sexual não consentido.
- Steele afirmou que não solicitou que a polícia britânica não fosse contatada e descreveu o processo militar como degradante e desgastante, sentindo que o sistema a “pegou e puxou”.
- O governo britânico anunciou que vai apurar o caso; parlamentares cobraram que não haja transferência de vítimas para a justiça militar e destacaram políticas regionais de Norfolk e Suffolk que resistem a abrir mão da jurisdição.
- A situação levanta dúvidas sobre por que a decisão inicial de transferir o caso para a jurisdicional militar foi tomada e sobre como registrar oficialmente decisões desse tipo, bem como a necessidade de ouvir a vítima antes de transferir casos para bases dos EUA.
O que aconteceu: uma investigação de agressão sexual ocorrida em Cambridge, Inglaterra, em 1º de dezembro de 2023, foi transferida pela polícia de Cambridgeshire para os EUA para investigação e eventual julgamento. A transferência ocorreu apesar da vítima ser britânica e o crime ter acontecido no território inglês.
Quem está envolvido: a vítima é Sarah Steele, 42 anos. O suspeito é o piloto americano Jacob Wulfson, então stationed at RAF Lakenheath. A polícia de Cambridgeshire cedeu a primazia investigativa à forças militares dos EUA, com a OSI dos EUA envolvendo-se no caso.
Quando e onde: o crime ocorreu em Cambridge city centre, dezembro de 2023. A decisão de transferir o caso foi tomada nos dias seguintes ao ataque. Wulfson foi julgado em um tribunal militar em RAF Lakenheath, Suffolk, e não em gravidade no sistema judicial britânico.
Por que: a polícia local afirmou que o processo foi orientado por uma avaliação de que a vítima não desejava contato com autoridades locais. Estudos apontam, porém, que a vítima contesta essa versão e afirma que não foi consultada antes da transferência.
Mudança de tema: trajetória do caso
Wulfson foi condenado em abril de 2026 por estrangulamento durante o primeiro encontro presencial após o namoro via aplicativo. Ele foi absolvido de penetrar a vítima sem consentimento, numa acusação ligada a agressão sexual agravada, segundo a avaliação do tribunal militar.
A vítima descreveu a experiência com a Justiça militar como degradante e angustiante, afirmando que o sistema era estranho a ela e que a tratativa foi rápida demais. A decisão de transferir o caso trouxe questionamentos sobre jurisdição.
Reações e próximos passos
A transferência gerou críticas e pedidos de revisão sobre como casos envolvendo militares dos EUA são tratados em solo britânico. Autoridades britânicas indicaram que vão analisar o caso, com possíveis impactos em políticas de jurisdição.
Steele convoca maior transparência nas decisões de entregar casos à justiça militar dos EUA e orienta que a vítima tenha voz na decisão. Deputados britânicos também solicitaram esclarecimentos sobre quem autorizou a transferência e como isso ocorreu.
Cambridgeshire constabulary informou que manteria a investigação sob orientação da OSI, mas reconheceu que a vítima não foi consultada de forma ampla. O caso permanece como referência em debates sobre cooperação internacional em crimes no solo britânico.
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