- Novo tremor de magnitude 4,6 sacudiu Caracas, com epicentro a dez quilômetros de profundidade, nesta segunda-feira (29).
- Não houve danos relatados até o momento, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
- As buscas continuam em La Guaira, região mais atingida; desde os terremotos da semana passada, cerca de 1.500 pessoas morreram e 50 mil continuam desaparecidas.
- O USGS prevê a possibilidade de novos tremores entre magnitudes 3 e 5 nas próximas semanas, com 24% de chance de alto nível (6) e 3% de magnitudes acima de 7.
- A comunidade internacional apoiou a Venezuela, com 24 países enviando mais de 500 toneladas de suprimentos, além de 2.700 profissionais de resgate e 86 equipes caninas.
A réplica de magnitude 4,6 atingiu o norte de Caracas nesta segunda-feira, enquanto equipes de resgate continuam o quarto dia de buscas nas áreas atingidas pelos terremotos gêmeos na Venezuela. O epicentro ficou a cerca de 10 quilômetros de profundidade, segundo o USGS. Não houve relatos de danos imediatos.
Neurações de autoridades citadas pelo governo local apontam que as ações de resgate permanecem centradas em La Guaira, o estado mais impactado pelos tremores. A região abriga muitos desabrigados e estruturas danificadas após os abalos da semana passada.
O USGS já havia alertado para a possibilidade de réplicas entre magnitudes 3 e 5 nas próximas semanas. Existe ainda uma chance de ocorrer tremores mais fortes, com probabilidade de 24% para magnitude 6 e 3% para 7 ou superior.
A comunidade internacional mobilizou ajuda coordenada para a Venezuela, com 24 países contribuindo com suprimentos, equipes de resgate e apoio. Mais de 2.700 profissionais e 86 equipes caninas integram o suporte aos bombeiros e voluntários locais.
A operação de resgate ganhou destaque após a recuperação de Aaron Levi, de 21 anos, no estado de La Guaira. Nayib Bukele (El Salvador) destacou o trabalho conjunto entre equipes da Venezuela, México e El Salvador, em redes sociais.
Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, informou que Levi foi retirado após 106 horas presos sob escombros, em uma operação que durou 43 horas. A experiência ilustra os esforços persistentes de resgate mesmo com a continuidade de abalos secundários.
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