- Trump afirmou que o Irã pediu uma reunião, que, segundo ele, será nesta terça-feira em Doha.
- Teerã negou qualquer encontro com autoridades de Washington nos próximos dias.
- O Qatar atua como mediador, ao lado do Paquistão, nas negociações para encerrar a guerra no Oriente Médio.
- O Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que não há reuniões técnicas previstas para esta semana nos seus canais com os EUA.
- O acordo de 14 pontos visa encerrar o conflito, com cessar ataques e reabrir o estreito de Hormuz, após fim de semana de ataques mútuos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã pediu uma reunião que deve ocorrer amanhã, em Doha, no Qatar, com mediação de Doha e do Paquistão. A informação chegou após Teerã negar qualquer encontro com autoridades americanas.
O governo iraniano disse que não há reuniões técnicas previstas entre Irã e EUA nesta semana. O vice-ministro Kazem Gharibabadi explicou que as consultas com o Qatar seguem, mas não confirmam encontros no curto prazo.
Segundo Trump, a reunião seria para tratar de conversas técnicas ligadas a um memorando de entendimento assinado em junho. Ele disse que o Irã pediu o encontro, sem detalhar quais temas seriam discutidos.
A declaração ocorre após ataques mútuos no Golfo, que elevam tensões regionais. O fim de semana contabilizou ações entre forças iranianas e representantes de potências regionais e dos EUA.
Economicamente, o fechamento do estreito de Hormuz elevou os preços do petróleo acima de 100 dólares o barril, impactando inflação global e políticas internas de Washington.
O memorando de 14 pontos, assinado em 17 de junho, prevê cessar ataques e abrir negociações mais profundas, incluindo o programa nuclear iraniano. Ainda há divergência sobre o que foi efetivamente acordado.
O Irã anunciou que parte dos ativos congelados no Qatar seria liberada, e que sanções aos setores de petróleo e petroquímica teriam sido suspensas. A leitura do acordo difere entre autoridades iranianas e dos EUA.
Enquanto isso, houve relatos de ataques com mísseis e drones contra instalações americanas no Kuwait e no Bahrein. Autoridades locais também reportaram danos a estruturas residenciais em território bahreini.
Entre na conversa da comunidade