- A 68ª Cúpula do Mercosul ocorre em Assunção nesta terça-feira, com a presença de Lula; fim da presidência pro tempore do Paraguai e passagem de comando ao Uruguai pelos próximos seis meses.
- O foco do encontro é a integração regional e a ampliação de parcerias comerciais, incluindo o acordo provisório entre Mercosul e União Europeia e negociações com Japão, Panamá, Índia e outros.
- A reunião acontece em meio aos terremotos na Venezuela, que deixaram cerca de 1.450 mortos; o Brasil enviou quatro aviões da Força Aérea para auxiliar as vítimas.
- O governo brasileiro considera positiva a reintegração da Venezuela ao bloco, mas é improvável que o tema seja discutido nesta cúpula.
- Outros temas incluem reconhecimento da Carteira de Identidade Nacional para entrada nos países do Mercosul, acordo de identidade eletrônica e propostas de combate ao feminicídio, além de aporte brasileiro ao Focem.
O Paraguai sedia a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul nesta terça-feira, 30/6. Estão presentes Lula e outros líderes sul-americanos. O encontro, que ocorre em meio a crises regionais, foca integração, desenvolvimento e ampliação de parcerias comerciais.
A reunião acontece poucas semanas após terremotos na Venezuela, que deixaram ao menos 1.450 mortos até 28/6. A cúpula deve tratar de apoio humanitário e cooperação regional, sem confirmar a reintegração do país ao bloco.
Mercosul: composição e presença
O Mercosul reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e, desde 2024, a Bolívia. Juntas, respondem por parte relevante da economia sul-americana. Além dos membros, há sete países associados que participam de fóruns do bloco.
Sete chefes de Estado confirmaram presença, incluindo Lula, Milei, Peña, Orsi, Paz, Kast e Noboa. A reunião encerra a presidência pro tempore do Paraguai; o Uruguai assume o comando pelos próximos seis meses.
Situação da Venezuela
A Venezuela aderiu ao Mercosul em 2012 e foi suspensa desde 2016. A suspensão passou a ser reiterada após rupturas democráticas no país. Recentemente, houve movimento para reaproximar o governo venezuelano do bloco.
Com a posse de Delcy Rodríguez no governo venezuelano, após mudanças ocorridas com a prisão de Nicolás Maduro, governos da região avaliam cenários, mas não há confirmação de inclusão imediata neste encontro.
Parcerias comerciais
A pauta econômica deve privilegiar a ampliação de acordos comerciais. Este é o primeiro encontro após a ratificação provisória do acordo Mercosul–União Europeia, entrando em vigor em 1º de maio.
Também se espera o lançamento de negociações com o Japão. Além disso, o bloco analisa avanços com Panamá, Índia, República Dominicana, Guiana, Suriname e Trinidad e Tobago.
Outros temas e ações previstas
O encontro deve marcar o reconhecimento da nova Carteira de Identidade Nacional como documento válido nos demais países do Mercosul e Estados associados. A CIN substitui o RG e utiliza o CPF como identificação.
Também está prevista a assinatura de um protocolo sobre reconhecimento mútuo de identidades digitais e assinaturas eletrônicas entre os membros. O Brasil apresentará ainda um pacto de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra mulheres.
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