- Mais equipes de busca chegam à Venezuela, mas as esperanças de encontrar sobreviventes vão diminuindo após os terremotos de quarta-feira.
- Pelo menos 1.450 pessoas morreram, e o número pode aumentar.
- Paredes de hospitais em Caracas estão cobertas com fotos de desaparecidos, em meio a relatos de familiares buscando informações.
- Ainda há falta de maquinário para remoção de escombros e críticas sobre a resposta do governo.
- A energia foi restaurada em grande parte de La Guaira, segundo autoridades, com ações para reestabelecer vias, água e abrigos temporários.
A Venezuela continua os trabalhos de busca e resgate após os sismos ocorridos na última semana, com a chegada de mais equipes. Apesar do esforço, a expectativa de encontrar sobreviventes diminui. Autoridades relatam persistência nas operações e avaliação de danos.
Mais unidades de resgate chegam ao país, somando esforços internacionais. O objetivo é localizar pessoas presas em escombros em La Guaira e outras regiões afetadas, enquanto o número de mortos é confirmado em pelo menos 1.450, com tendência de alta.
Delcy Rodríguez, presidente em exercício, informou que grande parte de La Guaira já voltou a receber energia elétrica, com restauração de vias e avanços na água. Um comitê presidencial foi criado para avaliar casas e infraestrutura.
Em La Guaira, relatos de moradores destacam a falta de equipamentos de resgate. Um homem afirmou ter retirado parte de sua filha dos escombros, mas ainda precisa de equipamentos para concluir o resgate. Outros relatos mencionam familiares ainda desaparecidos.
O corpo médico e organizações de socorro descrevem mudanças no uso de tecnologia. Antes, cães de busca ajudavam na localização de vítimas; agora, há uso de equipamentos eletrônicos para confirmar posições de alvos potenciais.
Na capital, Caracas, as fachadas de hospitais exibem fotos de pessoas desaparecidas. Famílias aguardam informações enquanto o espaço de necrotérios fica quase sem capacidade para atender ao fluxo de corpos.
Não há informações oficiais sobre prazos para desfechos de busca, mas equipes de vários países continuam atuando no terreno. A desassistência percebida por moradores alimenta cobranças à gestão pública venezuelana.
O governo reiterou que não desistirá de encontrar todos os que podem ser resgatados e trabalha na montagem de abrigos temporários. A população segue acompanhando as operações com esperança contida.
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