- Civis voluntários, em La Guaira, removem escombros apenas com as mãos, sem ferramentas, quatro dias após o duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5.
- Pessoas em situação de risco relatam falta de máscaras, capacetes e equipamentos, mobilização de civis para buscar sobreviventes e apoio limitado de autoridades.
- Resgates contam com participação de equipes da França e dos Estados Unidos, que ajudaram a localizar e retirar sobreviventes debaixo dos escombros.
- O balanço oficial aponta pelo menos 1.450 mortos, 3.150 feridos e 189 prédios desabados.
- A presidente Delcy Rodríguez informou que 33 pessoas foram salvas nas últimas horas, trazendo alguma esperança aos familiares de desaparecidos.
Voluntários civis atuam sem equipamentos para tirar pessoas dos escombros após o duplo terremoto que atingiu o litoral venezuelano. O esforço ocorre four dias depois do desastre, em La Guaira, próximo a Caracas, com a defesa civil improvisando resgates diante da precariedade da estrutura de salvamento. O objetivo é localizar sobreviventes antes que aumentem as probabilidades de falha das estruturas.
Pessoas engajadas, entre moradores e voluntários, trabalham com as próprias mãos para remover entulho. A falta de ferramentas básicas, como pás e picaretas, é recorrente, o que intensifica a corrida contra o tempo. Alguns voluntários vieram de outras regiões para apoiar os locais atingidos, ampliando o contingente de resgateiras.
No terreno, moradores relatam dificuldades logísticas e falta de insumos. Vítimas já foram retiradas com vida após longos períodos sob os escombros, como relatos de resgates bem-sucedidos de crianças e adultos. Equipes internacionais, entre elas francesas e americanas, colaboram com cães farejadores e apoio técnico.
Desdobramentos
O governo atualizou o balanço oficial: pelo menos 1.450 mortos, 3.150 feridos e 189 edifícios desabados. A ONU aponta mais de 50 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas. O Papa enviou mensagem de solidariedade aos venezuelanos e aos socorristas.
Contexto local
La Guaira permanece como epicentro das operações de resgate, com centros improvisados para atendimento de feridos e abrigos para desabrigados. Em meio à crise, comunidades seguem organizando ajuda humanitária e buscando parentes sob os escombros. A situação humanitária continua crítica.
Entre na conversa da comunidade