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EUA punem empresas e indivíduos por possível ligação com PCC

EUA impõem sanções a brasileiros e empresas por possível ligação com rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, reforçando ofensiva financeira

No comunicado, o Departamento do Tesouro descreveu o PCC como a "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA"
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas contra duas pessoas físicas e três empresas brasileiras por ligação com a rede de lavagem de dinheiro do PCC, nesta quarta-feira, 1 de julho de 2026.
  • As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro e correspondem à primeira rodada contra alvos ligados ao PCC desde sua classificação como organização terrorista internacional, em junho de 2026.
  • As pessoas e empresas listadas são Victor Henrique de Oliveira Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda e Wave Construcoes Inteligentes Ltda.
  • O Tesouro descreveu o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e afirmou que a facção representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA, com uso do sistema financeiro americano para lavar dinheiro.
  • Segundo as autoridades, Shimada seria elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, com lavagem de mais de US$ 30 milhões via criptomoedas; Stella Stefanie atuaria como secretária e intermediária. Outras seis pessoas já haviam sido presas em janeiro de 2026 nos Estados Unidos.

O governo dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas contra três brasileiros e duas entidades brasileiras por possível ligação com a rede de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida, anunciada em 1º de julho de 2026, foi formalizada pelo Departamento do Tesouro. O objetivo é coibir fluxos financeiros ligados à facção no território norte-americano.

Segundo o Tesouro, o PCC é descrito como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e representa ameaça à segurança nacional dos EUA. As sanções visam restringir acesso a sistemas financeiros, avisa o órgão, com foco na cadeia de lavagem ligada à facção.

Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira aparecem como alvos centrais, além de três empresas: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda e Wave Construcoes Inteligentes Ltda. A rede seria investigada na Flórida.

As autoridades norte-americanas afirmam que Shimada seria elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, com lavagem estimada em mais de US$ 30 milhões. Parte dos recursos teriam sido movimentados por criptomoedas para retornar ao Brasil.

Stella Stefanie, descrita como parente de Shimada, atuaria como secretária e intermediária na captação de grandes valores, oferecendo suporte logístico às operações de lavagem. A Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também integrou as sanções.

O Tesouro informa que outras seis pessoas já haviam sido presas em janeiro de 2026 no EUA relacionadas a essa rede. Autoridades ressaltam que a ofensiva busca restringir a presença de receita ilícita do PCC no país.

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