- Uma cópia rara da Declaração de Independência foi descoberta por um voluntário no The National Archives, em Kew, no começo deste ano.
- É o único exemplar conhecido fora dos Estados Unidos e faz parte de 11 cópias impressas em Exeter, New Hampshire, em julho de mil setecentos e setenta e seis para divulgar a independência.
- A cópia foi apreendida pela Marinha Real em 24 de dezembro de 1776, após capturar o navio americano Dalton perto da costa de Portugal.
- Após restauração, o documento ficará em exibição na exposição sobre a independência americana, no The National Archives.
- O arquivo britânico já detém três cópias oficiais originais da Declaração, impressas por John Dunlap em 4 de julho de 1776; estima-se que cerca de duzentas cópias tenham sido impressas na noite, restando apenas cerca de 26 até hoje.
Um exemplar raro da Declaração de Independência foi encontrado no The National Archives, em Kew, no Reino Unido. A descoberta ocorreu neste ano, durante a catalogação de papéis de capitães da Marinha Real ligados à Revolução Americana. O documento é o único modelo conhecido fora dos EUA.
A cópia pertence a um grupo de 11 exemplares impressos em Exeter, New Hampshire, em julho de 1776, para divulgar a independência nas colônias antes de ser apreendida pelas forças britânicas. O achado foi realizado por um voluntário, Michael Scurr, durante a organização de arquivos.
O documento foi resgatado após um trabalho de restauração para estabilizar o papel e reparar um pequeno rasgo, tornando-o apto para manuseio, estudo e exibição futura. O exemplar ficará exposto na mostra Revolution 250: America’s Independence Story, na instituição.
Conservação e contexto histórico
A National Archives também atua com as três cópias originais oficiais da Declaração, impressas por John Dunlap em 4 de julho de 1776. Estima-se que cerca de 200 cópias tenham sido impressas naquela noite, mantendo apenas 26 sobreviventes até hoje.
O exemplar recuperado foi impresso entre 16 e 19 de julho de 1776 e pertence a uma das cópias que obtiveram preservação insuficiente, pois a intenção era disseminá-lo rapidamente. A descoberta reforça o alcance internacional do registro histórico.
A captura do barco americano Dalton, em 24 de dezembro de 1776, pela HMS Raisonable ao largo de Portugal, explica o motivo de o documento não ter sido produzido para preservação. A notícia circulou rapidamente pelo Atlântico na época.
A exposição, segundo a instituição, está integrada ao esforço de contextualizar a trajetória da independência americana entre 1763 e 1783. O material restaurado já passou por técnicas de conservação para ser manuseado com segurança.
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