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Empresário sob sanções dos EUA afirma estar desesperado com FBI em investigação

Áudios da PF apontam Shimada dizendo que o FBI pode chegar ao caso da fraude de mais de R$ 35 milhões contra o Banco Votorantim, ligado a criptomoedas

Victor Shimada, sócio da Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, sancionado pelo governo dos EUA em 1º de julho de 2026 — Foto: Reprodução/GloboNews
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  • Gravações da Polícia Federal mostram Victor Shimada sugerindo que a investigação sobre a fraude de mais de R$ 35 milhões contra o Banco Votorantim poderia chegar ao FBI, com operações em criptomoedas atravessando fronteiras.
  • O áudio de 20 de agosto de 2024 cita a corretora Bitso e operações em dólares nos Estados Unidos, indicando monitoramento federal das movimentações em criptoativos.
  • Segundo a PF, as conversas reforçam que Shimada tinha conhecimento das operações com criptoativos e discutia bloqueios de valores, transferências internacionais e o fluxo da fraude.
  • Shimada relata ter deixado o Brasil, preocupado porque as operações estavam vinculadas ao seu nome, e afirma ter buscado resolver contas bloqueadas, planejando viajar ao México para tratar com a Bitso.
  • A Bitso bloqueou a conta ligada à Victory Trading; relatório da PF inclui áudio de setembro de 2024 em que uma funcionária da Bitso afirma que o desbloqueio depende de ordem judicial.

Em áudio obtido pela Polícia Federal, Victor Henrique de Oliveira Shimada descreve estar “desesperado” com a investigação que, segundo ele, poderia chegar ao FBI. A gravação foi feita dias após uma fraude de mais de 35 milhões de reais contra o Banco Votorantim em 2024.

A PF aponta que a fraude envolveu a ocultação de recursos por meio de criptomoedas e movimentações pela empresa Victory Trading, ligada a Shimada. A apuração mira operações internacionais e o uso de carteiras digitais para desvio de valores.

Na gravação, ocorrida em 20 de agosto de 2024, Shimada afirma que autoridades já rastreavam operações com criptomoedas e que o caso ultrapassou fronteiras. Ele menciona a Bitso, corretora mexicana, e pagamentos nos Estados Unidos.

Operações com criptoativos e monitoramento

Segundo a PF, as conversas sugerem conhecimento de Shimada sobre criptoativos, com menções a bloqueios de valores, transferências internacionais e a movimentação de recursos relacionada à fraude. A Bitso é citada como plataforma envolvida nas operações.

Shimada relata ter sido avisado de que as autoridades sabem de tudo e monitoram o caminho dos recursos enviados ao exterior, incluindo menções a Colômbia e Estados Unidos. O empresário aponta que os recursos teriam saído de seu nome, gerando grande preocupação.

Deslocamento e planos de intervenção

Em um trecho gravado na Colômbia, o empresário afirma ter deixado o Brasil para resolver problemas nas contas bloqueadas e planeja viajar ao México para tratar com representantes da Bitso a fim de destravar operações financeiras.

A PF também inclui outro áudio de setembro de 2024, em que Shimada fala com uma funcionária da Bitso. Ela informa que a conta permanece bloqueada em razão de uma investigação e que a empresa aguarda ordem judicial para decidir sobre eventual desbloqueio.

Contexto da investigação

As investigações indicam que Shimada mantinha operações com grandes quantias em criptomoedas, especialmente USDT, usando a Bitso para movimentações financeiras. O objetivo da PF é entender o fluxo de recursos e possíveis ligações com a fraude no Banco Votorantim.

O portal não divulgou novas informações oficiais sobre desdobramentos. A defesa de Shimada não foi localizada para comentar as acusações. A Philips, Bitso e demais envolvidos não enviaram resposta até o fechamento desta edição.

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