- Integrantes do governo dos Estados Unidos defenderam o regime da ditadora interina Delcy Rodríguez após críticas à resposta aos terremotos que atingiram a Venezuela na semana passada.
- Em coletiva por vídeo, o encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Caracas, John Barrett, e o general Francis Donovan, do Comando Sul dos EUA, falaram sobre a ajuda de busca, resgate e assistência humanitária prestadas.
- Barrett afirmou que a estrutura logística criada pelos EUA foi montada sem problemas e que ONGs não relataram dificuldades significativas para levar suprimentos às comunidades necessitadas.
- Donovan afirmou que houve forte coordenação com autoridades locais e defendeu o regime chavista, citando décadas de investimentos insuficientes como origem dos desafios atuais e destacando o foco em salvar vidas.
- O governo venezolano é acusado de demora, politização e burocracia na busca, resgate e distribuição de ajuda; também houve críticas à militarização de La Guaira. Machado, oposição que pediu retorno rápido, pretende retornar, mas denunciou fechamento de espaço aéreo; reportagens do The New York Times indicaram frustração de autoridades dos EUA com esse movimento.
Em resposta às críticas sobre a atuação do governo venezuelano na recuperação após os terremotos que atingiram o país na semana passada, integrantes do governo dos EUA defenderam o regime liderado por Delcy Rodríguez. As declarações foram feitas durante uma coletiva por videoconferência.
O encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Caracas, John Barrett, e o general Francis Donovan, comandante do Comando Sul (Southcom), destacaram o auxílio americano nas operações de busca e resgate e na ajuda humanitária. Eles afirmaram que a logística montada não enfrentou contratempos e que as autoridades locais aceleraram a resposta.
Barrett disse que as ONGs com quem manteve contato não relatam problemas significativos para o fornecimento de socorro às comunidades afetadas, ressaltando a coordenação necessária com as autoridades locais. Donovan reforçou que a prioridade é salvar vidas diante de um desafio amplo.
Defesa do regime venezuelano
Donovan classificou como um problema histórico a falta de investimentos no país, atribuindo a dificuldade atual ao contexto de décadas de deficiências. Ele afirmou que, na fase atual, o foco é atender às necessidades emergenciais da população.
A gestão de Rodríguez vem sendo acusada de demora, politização e burocracia na busca de vítimas e na distribuição de ajuda. Críticas também se direcionam a decisões como a militarização de partes do território e restrições de acesso à região de La Guaira, mais atingida pelos tremores.
Repercussos políticos e disputas internas
Relatos de imprensa indicam que, após a captura de Nicolas Maduro em operações anteriores, o governo de Donald Trump aproximou-se de Rodríguez. A relação é vista por analistas como estratégia para manter influência regional durante a crise.
María Corina Machado, oposição, manifestou intenção de retornar ao país devido aos terremotos, mas acusou o regime de fechar o espaço aéreo para impedir sua entrada. Fontes de veículos norte-americanos indicaram que autoridades dos EUA ficaram frustradas com o timing de pedidos de Machado.
The New York Times trouxe relatos de que autoridades dos EUA consideraram inoportunos alguns pedidos de Mach ado, avaliando-os como manobra política em meio ao esforço de cooperação humanitária. As informações, segundo as fontes, refletem tensões entre as prioridades de assistência e a política venezuelana.
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