- A guerra entre Rússia e Ucrânia já soma mais de duas milhões de baixas militares desde fevereiro de 2022, segundo o Center for Strategic and International Studies (CSIS).
- Moscou teria cerca de um milhão e quatrocentos mil baixas, com aproximadamente quatrocentos e cinquenta mil mortos; a Ucrânia registra entre quinhentos e vinte e cinco mil e quinhentos mil a seiscentos e vinte e cinco mil baixas, incluindo entre cento e vinte e cinco mil e cento e cinquenta mil mortos.
- O relatório aponta saldo negativo de aproximadamente quatrocentos quilômetros quadrados de território entre abril e maio, as primeiras perdas líquidas desde agosto de dois mil e vinte e quatro, com o ritmo de avanço russo reduzido.
- O estudo cita medidas de mobilização adotadas pela Rússia, como recrutamento obrigatório, incentivos financeiros e alistamento de condenados; também houve envio de mais de dez mil soldados norte-coreanos entre dois mil e vinte e quatro e dois mil e vinte e cinco.
- O CSIS projeta entre trinta mil e trinta e quatro mil baixas por mês em dois mil e vinte e seis, acima da reposição estimada de cerca de vinte e sete mil recrutas mensais, enquanto ataques com drones atingem cidades russas, incluindo Moscou e a Crimeia.
A guerra entre Rússia e Ucrânia já soma mais de 2 milhões de militares mortos ou feridos desde a invasão de fevereiro de 2022, aponta estudo do Center for Strategic and International Studies (CSIS), com sede em Washington. O relatório afirma que a maior parte das baixas ocorreu no lado russo, evidenciando o custo humano do conflito.
Segundo a pesquisa, a Rússia acumulou aproximadamente 1,4 milhão de baixas, com cerca de 450 mil soldados mortos. A Ucrânia registrou entre 525 mil e 625 mil baixas, entre as quais ficam entre 125 mil e 150 mil mortos. Os números devem ser tratados como estimativas, diante de subnotificação russa e da falta de balanço oficial ucraniano.
Os autores destacam que o Kremlin enfrenta seu momento mais difícil desde o início da invasão. Em abril e maio, a Rússia perdeu território líquido, cerca de 400 km², as primeiras perdas líquidas desde agosto de 2024. O ritmo de avanço russo encolheu, com trechos da linha de frente registrando menos de 50 metros diários.
Esse quadro de desgaste
A Ucrânia conseguiu recuperar terreno em fevereiro, em operações ofensivas no sul do país, enquanto o apoio tecnológico turbinou o esforço combativo. A interrupção temporária do uso do Starlink, após decisão de Elon Musk, também foi citada como um fator que afetou as capacidades de ataques com drones russos.
Para manter o efetivo, a Rússia iniciou recrutamento obrigatório em larga escala, ofereceu incentivos financeiros e recorreu ao alistamento de condenados e endividados. O estudo cita ainda o envio de mais de 10 mil soldados norte‑coreanos entre 2024 e 2025 para apoiar operações na região de Kursk.
Ainda de acordo com o CSIS, a Rússia pode enfrentar entre 30 mil e 34 mil baixas mensais em 2026, acima da reposição estimada de cerca de 27 mil recrutas por mês. O relatório também aponta ataques de drones e mísseis ucranianos a áreas russas, incluindo Moscou.
Drones e impactos no território russo
Os pesquisadores observam que a guerra passou a atingir o território da Federação Russa. Ataques ucranianos com drones e mísseis tornaram-se mais frequentes e chegaram a cidades russas, como Moscou, e à Crimeia, península anexada pela Rússia em 2014. No mês anterior, houve o maior ataque de drones contra Moscou desde o início do conflito.
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