- O Irã ameaçou uma resposta decisiva a navios que naveguem fora das rotas e regras de navegação aprovadas pelo regime no Estreito de Ormuz.
- A declaração foi veiculada pelo comando militar conjunto do Irã e divulgada pela televisão estatal do país.
- A mensagem ressalta que desvios ou violações das rotas designadas serão enfrentados de forma imediata pelas Forças Armadas.
- A tensão aumenta em meio a negociações envolvendo EUA, Irã e mediadores no Catar, com o foco no livre fluxo de comércio pelo estreito.
- O Irã busca manter controle das rotas e futuras tarifas de passagem, enquanto EUA e parceiros árabes dizem não aceitar cobranças iranianas pela passagem.
O Irã ameaçou nesta quinta-feira (2) uma resposta decisiva contra petroleiros e outras embarcações que naveguem fora das rotas aprovadas pelo regime no Estreito de Ormuz. A declaração partiu do comando militar conjunto do Irã e foi veiculada pela TV estatal.
Segundo o comunicado, navios que cruzarem o estreito devem cumprir as regras de navegação definidas pela República Islâmica. A falha em seguir as rotas, desvio ou violação das regras será respondida de forma imediata e decisiva pelas Forças Armadas.
A ameaça eleva a tensão na região, onde o Estreito de Ormuz concentra parte relevante do transporte marítimo de petróleo e gás. A declaração iraniana ocorreu após reuniões de diplomatas dos EUA e do Irã com mediadores no Catar, conforme a Agência de Notícias Associated Press.
Contexto diplomático
O Comando Central dos Estados Unidos divulgou um comunicado sobre a reunião no Bahrein, indicando apoio ao livre fluxo de comércio pelo estreito. Teerã pode ter interpretado a declaração como provocação diante do funeral do aiatolá Ali Khamenei, previsto para este fim de semana, segundo informações de agências.
O anúncio iraniano também advertiu que qualquer interferência das forças americanas no estreito receberá resposta rápida e decisiva. O texto ressalta o controle iraniano sobre as rotas e a cobrança de tarifas no futuro.
O acordo assinado entre EUA e aliados árabes em junho permitiu passagem livre de navios pelo Ormuz por 60 dias. Mesmo assim, o Irã mantém a posição de gerenciar as rotas e de cobrar tarifas pela passagem, postura que tem sido rejeitada por Estados Unidos e várias nações da região.
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