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Alemanha em alerta: China teria treinado soldados russos

Alemanha convoca embaixador chinês para explicar relatos de treino de centenas de militares russos pelo Exército de Libertação Popular, com foco em drones

O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, durante cerimônia em Pequim, em maio
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  • A Alemanha convocou o embaixador chinês, Deng Hongbo, para uma reunião urgente após relatos de que a China treinou centenas de soldados russos para combater na Ucrânia, com foco em drones.
  • As informações foram divulgadas pela Der Spiegel e corroboradas por agências de inteligência europeias, citadas pela Reuters e pela Die Welt.
  • Os treinamentos, realizados em diversos locais, teriam usado simuladores, drones e instruções em guerra eletrônica, com participação de militares russos.
  • Um acordo bilateral, assinado em Pequim em 2 de julho de 2025, segundo as reportagens, previa cooperação com sigilo total, incluindo a proibição de cobertura pela mídia.
  • A União Europeia e o governo alemão afirmam que a China tem apoiado a Rússia na guerra contra a Ucrânia, o que Pequim nega, enquanto os europeus discutem novas medidas de resposta.

O governo alemão convocou o embaixador chinês, Deng Hongbo, para uma reunião urgente após relatos de que militares da China teriam treinado centenas de russos para atuar na Ucrânia, com foco em operações envolvendo drones. A confirmação veio do Ministério das Relações Exteriores alemão, citando a reportagem da Der Spiegel.

Segundo relatos citados por agências de inteligência europeias, o Exército de Libertação Popular realizou treinamentos em vários locais, com participação de centenas de soldados russos. Os programas teriam abrangido drones, guerra eletrônica e simulações modernas de combate.

Os treinamentos teriam ocorrido após um acordo bilateral assinado em Pequim, em julho de 2025, com aprovação de autoridades russas. Documentos apontam sigilo total e proibição de cobertura midiática, com cooperação envolvendo treinamento mútuo.

Reações e contexto

O governo alemão reiterou que a Rússia representa a maior ameaça à segurança euro-atlântica e que qualquer apoio à guerra contra a Ucrânia afeta a segurança da UE. A China nega as acusações e mantém posição de neutralidade no conflito.

A União Europeia acompanha o tema com cautela, diante de sanções já impostas a empresas chinesas acusadas de apoiar a ofensiva russa. A evolução das relações Moscou-Pequim é monitorada como fator estratégico para a região.

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